PMs do Rio começam a receber treinamento para uso de armas não-letais
LUISA BELCHIOR
Colaboração para a Folha Online, no Rio
Na tentativa de diminuir o número de mortos em confronto com a polícia, a Secretaria da Segurança do Rio vai adotar o uso de armas não-letais no policiamento ostensivo do Estado. Os policiais começaram nesta quarta-feira a aprender a utilizar mecanismos como spray de pimenta, balas de borracha e granadas de efeito moral.
Os PMs, no entanto, poderão optar pelo uso das armas não-letais ou armas de fogo. A idéia, segundo o secretário da Segurança, José Mariano Beltrame, é de que os policiais usem as armas não-letais em abordagens nas ruas, mas ele afirmou que elas não substituirão fuzis e pistolas que os policiais costumam carregar. A nova prática também não valerá para operações em favelas.
"Essa política vale para as abordagens. Em incursões em favelas é totalmente diferente. Não estamos subtraindo a capacidade de atuação e de defesa dos policiais, mas dando mais instrumentos a eles para que, com o treinamento, tenham opção dos armamentos não-letais", disse Beltrame.
De acordo com o comandante da PM do Rio, tenente-coronel Gilson Pitta, cada veículo da corporação terá, até outubro, um kit com armas não-letais. Entre elas estão tubos de spray de pimenta, granadas de efeito moral, lacrimogêneo e de luz e som, além de quatro tipos de balas de borracha, para serem utilizadas em casos de tumultos e em distâncias diferentes.
Na manhã desta quarta, 28 policiais do Batalhão de Choque, do 3º e do 22º batalhão começaram a aprender a manusear as armas na sede do Batalhão de Choque, no centro do Rio. A meta da PM é treinar todos os policiais até outubro.
"Isso é para que o PM tenha discernimento de onde ele poderá usar as armas não-letais. Agora, ele só fará a utilização do armamento letal quando não houver mais opção", disse o comandante da PM.
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