Missa e manifestação no Rio marcam 15 anos da chacina da Candelária
da Agência Brasil
da Folha Online
Uma missa e uma manifestação foram realizadas nesta quarta-feira no Rio para marcar os 15 anos da chacina da Candelária, que deixou sete meninos de rua e um jovem mortos.
A missa foi realizada na Igreja da Candelária, no centro da cidade, e reuniu diversos grupos da sociedade civil. Em seguida, participantes da cerimônia seguiram em passeata até a Cinelândia, onde a manifestação será encerrada.
Participantes do ato chamaram a atenção para a situação de crianças e adolescentes que continuam sendo vítimas da violência no país. Faixas e cartazes colocados em frente à igreja criticavam a atuação da polícia do Rio e lembravam casos recentes de violência, como a morte de três jovens do morro da Providência.
O presidente do Conselho Estadual de Defesa da Criança e do Adolescente, Siro Darlan, destacou a responsabilidade do governo e da sociedade no cumprimento das leis que garantam os direitos da criança e do adolescente.
"Temos a melhor lei do mundo que é o Estatuto da Criança e do Adolescente [ECA]. É necessário que o Poder Público e a sociedade se sensibilizem e protejam as crianças."
Ele rebateu as críticas feitas ao estatuto, que completou 18 anos no dia 13 de julho. Para Siro Darlan, ainda há resistências à aplicação do ECA. "As pessoas buscam desviar o verdadeiro foco da discussão para outros focos menos importantes para impedir que o estatuto saia do papel."
Chacina
A chacina da Candelária ocorreu em 23 de janeiro de 1993, quando cerca de 50 crianças dormiam sob uma marquise. O crime teve repercussão internacional.
Segundo depoimentos dos sobreviventes, ao menos menos cinco homens desceram de dois veículos e atiraram.
Na ocasião, as vítimas disseram ter sido ameaçadas de morte por policiais militares depois que um carro da corporação foi apedrejado por um garoto. Seis policiais militares foram julgados pelas mortes. Três foram condenados e três, absolvidos.
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