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Cotidiano
25/07/2008 - 20h11

Artistas apóiam permanência de índios em praia do RJ

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LUISA BELCHIOR
colaboração para a Folha Online, no Rio

Artistas participaram nesta quarta-feira de ato em defesa da presença dos índios guaranis na praia de Camboinhas, em Niterói (região metropolitana do Rio). Os atores Osmar Prado, Antônio Pitanga e Priscila Camargo pediram ao governo federal a demarcação da área, que pertence à União mas que os índios afirmam se tratar de território indígena.

Cinqüenta e três índios guaranis estão no local desde março deste ano. No último dia 18, porém, um incêndio supostamente criminoso atingiu as seis ocas que eles haviam montado na área. Na quarta-feira, os índios, que estão em um acampamento improvisado no local, anunciaram que já estão reconstruindo as ocas.

O Ministério Público Federal informou que está investigado as causas do incêndio. Os índios afirmam pertencer a eles uma área de cerca de 15 mil m² na praia de Camboinhas, onde há inclusive prédios construídos. Originários de uma aldeia guarani em Paraty (sul fluminense), eles resolveram ocupar a suposta área indígena de Niterói em março porque o local, segundo o cacique Darci Tupã, líder do grupo, está sendo alvo da especulação imobiliária.

"Aqui tem um grande cemitério indígena. Já construíram prédios em cima, não queríamos que construíssem mais", disse ele.

Por causa do incêndio, o movimento Humanos Direitos organizou na manhã desta sexta-feira um ato em defesa dos índios. "Falta iniciativa e vontade do poder público de vencer a especulação imobiliária para proteger a cultura indígena", afirmou o ator Osmar Prado.

A proposta dos índios é que a Funai (Fundação Nacional do Índio) faça a demarcação daquela área para a tribo que, em recompensa, garante a sua preservação e ajuda a promover o comércio e o ecoturismo na região. Atualmente, os índios vendem colares, brincos e pulseiras na área ocupada.

"Eles vão assumir o compromisso de preservar a vegetação daqui e ainda promover a região. E essa área não consta nem como área de preservação no Plano Diretor de Niterói", disse Omar Serrano, morador de Niterói favorável à permanência dos índios. Dois moradores de prédios próximos à aldeia ouvidos pela Folha Online, contudo, se disseram contrários à permanência dos índios. Os moradores, que pediram para não ser identificados, afirmaram que a população local acredita que houve invasão da área por parte dos índios.

A Funasa (Fundação Nacional da Saúde) informou que analisa a demarcação da área, que é federal.

Comentários dos leitores
Adei Louzada de Moura (45) 27/06/2009 08h31
Adei Louzada de Moura (45) 27/06/2009 08h31
Como a entidade SODIUR, "reivindicava que os não índios, como os rizicultores, permanecessem na área" da RSS, postura que lhe confere a condição de mais brasileira e responsável do que as autoridades de Brasília; esperamos que agora, por ocasião da reunião mencionada, seus integrantes tenham uma participação ativa, não se deixando serem expulsos pela ONG "CIR" e propondo que, através de convênios, possam retornar à RSS, tanto os operosos rizicultores quanto quaisquer brasileiros de outras profissões que lá antes habitavam. Que trabalhem para viabilizar juridicamente esse retorno, de modo que, com sua presença, atrapalhem e impeçam a retirada sem controle de elementos da biodiversidade e dos minerais (nióbio, etc.). Esta retirada sem controle, e a futura formal separação do Brasil, no meu ver e sentir, é a razão última da feição atual do Art. 231 da CF/88, em função do qual a FUNAI esta a demarcar áreas enormes como "terras indígenas", designação que não deveria ser aceita pelos brasileiros, por se contrapor ao conceito de terra brasileira. Imagino que existam pessoas das cinco etnias que se sintam brasileiros e que se neguem a serem instrumentos dóceis de ONGs internacionalistas; que sintam motivação pelo retorno dos outros brasileiros injustamente expulsos. Se tal ocorrer, surgirão empregos, geração de renda e receita tributária, reintegrando ao Brasil a RSS. sem opinião
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Adei Louzada de Moura (45) 27/06/2009 08h18
Adei Louzada de Moura (45) 27/06/2009 08h18
Foi um desfecho lamentável esse que culminou na atribuição do território continuo de 1,7 milhão de ha. na área chamada Raposa / Serra do Sol (RSS). Esta região, de fato e a despeito de nossa superestrutura jurídica, deixou de ser Brasil, visto que vedada aos brasileiros em geral, onde lhes é negado o direito de ir e vir. Assim como já não era mais Brasil a reserva situada mais a oeste da RSS, algumas vezes maior que esta, a chamada Ianomâmi, designação espertamente empregada para designar todas as etnias que lá habitam, certamente em grupos esparsos e muito distantes uns dos outros; realidade que deixa liberada a exploração da biodiversidade e minerais (nióbio, etc.) pelos países desenvolvidos do hemisfério norte, sem que brasileiros atrapalhem. sem opinião
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Armando Malato (164) 26/06/2009 15h52
Armando Malato (164) 26/06/2009 15h52
Se as etnias indigenas estão se reunindo somente agora, para decidir o que fazer da área conquistada, chamada Rapõsa Serra do Sol, éporque de antemão, não tinham nenhum projeto visando a utilização deste território que vinha sendo ocupando em altas benfeitorias, por produtores de arroz e pecuaristas. Ninguem me convence que os silvicolas irão ter a mesma estrutura e tecnologia para aproveitar estas terras com a mesma desenvotura que vinha sendo feita pelos não indios. Agora começam a aparecer os impasses quanto a utilização da terra, por falta de entendimento entre eles mesmos. Tomara que daqui há alguns anos, esta região não vire morada, somente dominio de animais silvestres e terras incultas, para tristeza dos brasileiros e prejuizo de nossa produção. 2 opiniões
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