"Pode acontecer a qualquer um", afirma creche onde bebê morreu
colaboração para a Folha Online
Em nota publicada em seu site, a creche Pedacinho da Lua afirma que é com "imensa dor e pesar" que lida com a morte de Gabriel Santos Ribeira, de apenas sete meses. O menino foi entregue em parada cardiorrespiratória ao pai, na tarde da última sexta-feira (25), quando ele apareceu para buscá-lo.
Na nota, a creche classificou o fato como "tragédia" e afirmou que "todos os procedimentos recomendados em relação à alimentação, arroto, descanso em posição vertical e colocação para dormir foram adotados".
No comunicado, a escola ainda destaca as "avaliações freqüentes realizadas por inspetores da prefeitura que constatam a conformidade das práticas em relação ao projeto pedagógico e ao cumprimento de normas de segurança e qualidade". E acrescenta que a fatalidade "pode acontecer a qualquer um, até em casa, enquanto seu filho dorme".
O pai de Gabriel, Julio Cesar Ribeira, diz ter deixado o menino na creche por volta das 11h de sexta-feira e retornado para buscá-lo por volta das 14h. Depois de esperar do lado de fora, o pai foi chamado às pressas para dentro da creche, pois o filho não respirava. O pai pegou o menino --que tinha os lábios arroxeados-- e o levou ao Hospital Nipo-Brasileiro. Os médicos atestaram que ele havia morrido de parada cardiorrespiratória.
Conforme o pai, o menino não tinha problemas de saúde quando foi deixado na creche. Ele diz ainda que levou a comida que deveria ser dada ao garoto porque os alimentos servidos na creche não faziam bem à criança. De acordo com a Secretaria de Segurança Pública, a funcionária da creche afirma que Gabriel estava no berçário e que ela só percebeu que o menino não respirava quando foi trocar as fraldas dele, pouco antes de o pai chegar.
O corpo do menino foi levado ao IML (Instituto Médico Legal). O resultado deve sair em 30 dias. O caso será investigado no 90º DP (Parque Novo Mundo).
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