Bilhete único passa de 2 horas para 3 horas a partir de hoje em São Paulo
da Folha Online
Começa a valer nesta segunda-feira a ampliação do tempo de uso do bilhete único a partir de sua validação nas catracas dos ônibus do transporte público municipal de São Paulo. Agora, o passageiro que passar pela catraca com o cartão carregado, terá três horas para fazer um total de até quatro viagens. Até sábado (26), o tempo de duração era de duas horas.
A medida havia sido anunciada no dia 17 de julho pela prefeitura. A medida vale apenas para os bilhetes comuns. Os de estudante e de trabalhador continuarão com o período de validade de duas horas.
Segundo a administração municipal, a medida só foi possível com o que ela considera o êxito no combate às fraudes do sistema. Uma delas, segundo a SPTrans (empresa que gerencia o transporte público na capital), era a chamada "janelinha" ou "escadinha" --quando um usuário validava o bilhete e passava pela janela do coletivo ou pela porta para que outro utilizasse as viagens restantes.
A série de mudanças teve início em 2005, após a regulamentação do uso de até oito viagens com o bilhete. Após isso, houve a adoção de cadastro mais rígido para benefícios entre 2006 e 2007. A última foi a adotada no dia 29 de março 29 quando o usuário do bilhete único só poderia usufruir das quatro viagens caso estivesse com o bilhete único carregado.
A estimativa é de que anualmente essas medidas rendam uma economia de R$ 120 milhões. Esse valor cobre, segundo os cálculos da administração municipal, os gastos com a ampliação do tempo de uso durante a semana de duas horas para três horas e do bilhete "Amigão.
Ainda neste ano, a Prefeitura de São Paulo incorporou ao sistema o chamado bilhete único Amigão --que amplia o tempo de duração ao usuário aos domingos e feriados para oito horas. Com as duas medidas --o Amigão e a ampliação do tempo de uso do bilhete único após sua validação na catraca para três horas durante a semana-- a estimativa da administração do prefeito Gilberto Kassab (DEM), candidato às eleições municipais neste ano, é de um gasto de R$ 100 milhões.
Apesar de criticado por adversários na corrida eleitoral deste ano, entre eles Marta Suplicy (PT), Kassab defende que não está misturando os papéis de candidato e prefeito.
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