Juiz ouve três pessoas no processo que investiga a morte da menina Isabella
da Folha Online
O juiz Maurício Fossen, do 2º Tribunal do Júri do Fórum de Santana (zona norte de São Paulo), começou a ouvir por volta das 13h45 desta quarta-feira mais três pessoas no processo que investiga o assassinato da menina Isabella Nardoni, 5, ocorrido em março passado.
O primeiro a ser ouvido é o pedreiro Gabriel Santos Neto. Além dele, será ouvida a enfermeira Christiane de Brito, também escolhida pela defesa do casal Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá, pai e madrasta da menina e acusados pelo crime.
A Justiça também ouvirá um morador do edifício London, Jéferson Freiche, que teria conversado com o irmão menor de Isabella após a menina ter sido jogada do sexto andar do prédio. Ele foi convocado pelo próprio juiz.
Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá não acompanham os depoimentos. Ambos negam participação no crime. Um pedido de habeas corpus movido pela defesa do casal está em apreciação no STF (Supremo Tribunal Federal).
O presidente interino do STF, ministro Cezar Peluso, aguarda informações sobre o processo para decidir sobre o pedido. Não há previsão para o julgamento do habeas corpus.
Depoimentos
Em junho e no começo deste mês, pessoas arroladas pela defesa e pela acusação já foram ouvidas.
Outras duas testemunhas serão ouvidas por carta precatória. Tratam-se da perita criminal Delma Gama e Narici, que será ouvida em Salvador (BA), e do legista George Sanguinetti, que deverá ser ouvido em Maceió (AL). Os dois foram contratados pela defesa para realizar uma vistoria no apartamento de Nardoni.
O depoimento de Sanguinetti está marcado para o dia 7 de agosto. Já Delma não tem data para ser ouvida.
Morte
De acordo com o laudo final elaborado pelo IC (Instituto de Criminalística), a família estava no carro quando Anna Jatobá agrediu Isabella com uma chave e a asfixiou. No apartamento, ela e o marido discutiram. Nardoni, então, cortou a tela do quarto dos dois filhos menores e jogou Isabella de uma altura de seis andares.
Conforme a perícia, entre a chegada da família à garagem do edifício London até a morte de Isabella, 12 minutos e 26 segundos se passaram.
Desde o crime, Nardoni e Jatobá negam ter matado Isabella. Eles afirmam que uma terceira pessoa --possivelmente um ladrão ou um desafeto-- invadiu o apartamento e matou a menina.
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