Corpo de padre Carli permanece no RJ; velório deve reunir 4.000 pessoas
da Folha Online
da Agência Folha, em Curitiba
Os restos mortais do padre Adelir de Carli, que morreu após tentar voar preso a cerca de mil balões de festa, permanecem no Instituto Médico Legal de Macaé (RJ). Segundo o bispo de Paranaguá (PR), dom João Alves dos Santos, que está no Rio para liberar o corpo, a expectativa é de que os restos mortais sejam levados ainda nesta quinta-feira para o Paraná, onde será velado.
O padre estava desaparecido desde abril. O corpo foi localizado no dia 3 de julho, a 100 km da costa de Maricá, por tripulantes de uma embarcação da Petrobras, e identificado por meio de exame de DNA, na terça-feira (29).
| Divulgação |
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| Suspenso a balões cheios com gás hélio, padre Adelir Antônio de Carli queria ficar 20 horas no ar e bater recorde |
O corpo será velado na paróquia São Cristóvão, em Paranaguá, onde o religioso trabalhava. A expectativa da paróquia é de que cerca de 4.000 pessoas participem do velório.
Haverá uma missa de corpo presente em homenagem ao padre e, em seguida, o corpo será levado para enterro na cidade natal, Ampére (510 km de Curitiba). Não há definição sobre os horários do velório e do enterro.
Comoção
Desde a confirmação da morte do padre, fiéis têm se reunido na paróquia para orar em homenagem ao religioso.
Carli morreu quando tentava bater um recorde mundial de 20 horas no ar preso a balões de gás hélio. Também queria chamar a atenção para o trabalho da Pastoral Rodoviária, fundada por ele para prestar apoio a caminhoneiros.
"Para a família foi de certa forma um alívio que ele tenha sido encontrado. Mas fica também o desespero e a tristeza diante de uma coisa que ninguém queria que acontecesse", disse a comerciante Elizabete de Carli, prima do religioso. Segundo ela, a expectativa da família é que o trabalho na pastoral de Carli continue.
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