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Cotidiano
01/08/2008 - 07h10

Para especialistas, é melhor que mãe não conheça adotante

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Colaboração para a Folha de S.Paulo

O tipo de adoção que tentou o casal Aguiar, conhecido como adoção direta ou "intuito personae", é visto como um risco por especialistas da área.

Fala-se em direta porque os pais adotivos não chegaram à criança por meio do Judiciário. Muitas vezes são padrinhos, conhecidos ou pessoas que entraram em contato com mulheres com gravidez indesejada.

Ela é considerada arriscada porque a mãe biológica conhece a adotiva e pode tentar recuperar o filho --o que não ocorre com quem adota pelo cadastro, diz Maria Antonieta Pisano Motta, do Grupo de Apoio à Adoção de São Paulo (Gaasp). Além disso, acreditam que o acompanhamento psicológico oferecido aumenta as chances de sucesso.

Há poucos dados sobre adoção direta no país. Levantamento feito a pedido da Folha em Santa Catarina, Estado avançado no cadastro de adoções, mostra que, das 921 adoções feitas entre 2006 e junho de 2008, 234 foram diretas. Destas, 58 foram de crianças menores de cinco anos adotadas por desconhecidos.

Em cidades menores, as adoções feitas sem cadastro chegam a 100%. "O juiz às vezes é um mero homologador", diz a juíza Cristiana Cordeiro.

ANDRÉ LOBATO participou da 45ª turma do programa de treinamento da Folha, que foi patrocinada pela Philip Morris Brasil e pela Odebrecht

 

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