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Cotidiano
01/08/2008 - 09h31

Equipes retomam buscas a partes de corpo de inglesa esquartejada em Goiânia (GO)

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da Folha Online
da Agência Folha

Equipes das polícias Civil e Técnico-Científica, além do Corpo de Bombeiros e técnicos do IML (Instituto Médico Legal) de Goiânia (GO), retomam nesta sexta-feira as buscas a partes do corpo da adolescente britânica Cara Marie Burke, 17, morta no sábado (26).

O goiano Mohammed D'Ali Carvalho dos Santos, 20, foi preso suspeito pela morte da garota. Ele irá acompanhar a ida das equipes até a cidade de Bonfinópolis (a 33 km de Goiânia), onde a cabeça e as pernas da jovem teriam sido jogadas no rio. A ida dele é necessária para identificar a localização exata dos restos mortais da garota.

O tronco foi localizado em uma porção do rio que banha Goiânia. O Corpo de Bombeiros encontrou ontem apenas um dos sapatos que a garota calçava.

As investigações que devem apontar um co-autor do esquartejamento prosseguem. A notícia da morte de Burke repercutiu na imprensa internacional.

Crime

Santos foi preso na madrugada de quinta-feira (31) e, conforme a Polícia Civil, confessou o crime. Segundo o delegado Jorge oreira, titular da Delegacia de Homicídios de Goiânia, o rapaz demonstrou frieza durante o depoimento e disse que matou a jovem porque não queria que ela retornasse para o Reino Unido. Outra versão é a de que ele teria afirmado que matou a moça porque ela ameaçava delatar o envolvimento dele com drogas.

O tórax de Cara foi encontrado em uma mala, às margens do rio Meia Ponte, na noite de segunda-feira (28). Ontem, o Corpo de Bombeiros iniciou buscas pela cabeça e por outras partes do corpo da garota.

Em depoimento, o rapaz negou que os eram namorados, como havia informado a polícia inicialmente. Policiais, no entanto, afirmam que o crime foi passional --o rapaz sentiria ciúme da jovem.

Vítima

Cara estava no Brasil desde abril, segundo a assessoria de comunicação do governo. Ela desembarcou no aeroporto de Guarulhos (Grande São Paulo) no último dia 9 de abril, de acordo com a Polícia Federal. Segundo a PF, a adolescente ficou no Brasil até 1º de maio, quando voltou para o Reino Unido. No dia 22 do mesmo mês, Cara retornou ao Brasil.

Cara e Santos se conheceram em Londres, onde a mãe dele mora. Em depoimento, uma amiga da britânica afirmou que ela teria morado em um apartamento com Santos durante um mês e deixado o lugar porque era agredida.

"Não tem sentido dizer que eles não tinham envolvimento. A mala onde ela [parte do corpo] foi encontrada estava na casa dele. A família reconheceu, por uma imagem de televisão, que a mala era dela", afirmou o delegado.

Reconhecimento

Conforme a Polícia Civil, a mãe de Cara reconheceu o corpo da adolescente graças a uma imagem veiculada no Reino Unido pela Rede Record Internacional. Na imagem aparecia a tatuagem da garota.

Segundo o governo de Goiás, a mãe da adolescente, Ana Marie, disse não ter condições financeiras de vir ao Brasil acompanhar as investigações. Ela foi informada sobre da prisão do suspeito. De acordo com o governo, a mãe da adolescente vai pedir ajuda às autoridades britânicas para trasladar o corpo da filha para o Reino Unido.

 

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