Velório de padre Carli tem buzinaço e homenagens
DIMITRI DO VALLE
da Agência Folha, em Paranaguá (PR)
O caixão com os restos mortais do padre Adelir de Carli, 41, chegou na noite desta sexta-feira à noite a Paranaguá (98 km de Curitiba) em velório marcado por buzinaço e choro de fiéis.
Cerca de 300 pessoas acompanharam a missa de corpo presente na paróquia São Cristóvão, de onde o padre saiu em 20 de abril, preso a cerca de mil balões de festa, em campanha para divulgar seu trabalho social com caminhoneiros.
Após a celebração, o caixão seria levado para ser sepultado neste sábado (2) em Ampére (510 km de Curitiba), cidade natal do religioso.
Os restos mortais do padre foram transportados do Rio de Janeiro, onde foram localizados no começo de julho, a 100 km da costa. O material foi identificado por exame de DNA.
O dia de ontem foi movimentado na paróquia onde o padre trabalhou. Havia a expectativa de chegada do caixão ainda pela manhã, mas trâmites no Rio para liberação do corpo estenderam a espera dos fiéis até o início da noite.
O carro funerário alcançou o perímetro urbano da rodovia que leva a Paranaguá por volta das 18h, e foi escoltado por motoqueiros até a paróquia, em região pobre da cidade, sob intenso buzinaço.
Fiéis acompanharam aos prantos a chegada do caixão, que foi ladeado por motoqueiros e pedestres. Aplaudiam e gritavam vivas ao padre.
Um deles era dona-de-casa Josefa Lopes, 40, que disse ter procurado o religioso para pedir conforto quando a mãe foi hospitalizada. "O padre Adelir sempre soube nos confortar em momentos difíceis", disse, em lágrimas.
No interior da igreja, havia faixas, coroas de flores e um pôster do padre em tamanho natural, com promessas de continuidade de seu trabalho pastoral.
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