Equipes mantêm buscas e encontram braços que seriam de britânica morta em GO
da Folha Online
da Agência Folha
Os braços que seriam da adolescente britânica Cara Marie Burke, 17, assassinada no último dia 26, foram localizados na manhã desta segunda-feira em um saco na região do ribeirão Sozinha, no município de Bonfinópolis (GO).
Ontem, uma perna foi encontrada na mesma região. Os membros foram encaminhados para o IML (Instituto Médico Legal) e deverão ser identificados por meio de exame de DNA.
Cara foi esquartejada um dia após a morte, e as buscas se concentram na região indicada por Mohammed D'Ali Carvalho dos Santos, 20, que está preso desde quinta-feira (31) e, segundo a polícia, confessou o crime.
De acordo com o delegado José Maria da Silva, adjunto da Delegacia de Homicídios, foram localizados dois dos quatro sacos onde teriam sido colocados os restos mortais da jovem.
Cara foi morta a facadas. No dia 28, o tronco foi encontrado em uma mala abandonada às margens de um rio em Goiânia. A inglesa foi reconhecida por meio de uma tatuagem. A cabeça e uma perna dela ainda não foram achadas.
Crime
De acordo com a Polícia Civil, Mohammed matou a garota em seu apartamento. Ele teria deixado o som em volume alto e esfaqueado Cara. Depois, teria colocado o corpo no box do banheiro e saído para uma festa. No dia seguinte, ele teria esquartejado o corpo --para facilitar o transporte, disse-- e fotografado com a câmera de seu telefone celular.
Segundo o delegado Jorge Moreira, titular da Delegacia de Homicídios de Goiânia, o rapaz demonstrou frieza durante o depoimento. Ele teria dito que matou Cara porque não queria que ela retornasse para o Reino Unido e porque ela ameaçava delatar seu envolvimento com as drogas. No depoimento, o rapaz desmentiu a informação de que os dois namoravam.
Cara estava no Brasil desde abril, segundo a assessoria de comunicação do governo. Ela desembarcou no aeroporto de Guarulhos (Grande São Paulo) no último dia 9 de abril, de acordo com a Polícia Federal. Segundo a PF, a adolescente ficou no Brasil até 1º de maio, quando voltou para o Reino Unido. No dia 22 do mesmo mês, Cara retornou ao Brasil.
A britânica e o goiano se conheceram em Londres, onde mora a mãe dele. Eles chegaram a morar juntos em Goiânia.
Defesa
A defesa de Mohammed diz que ele cometeu o crime sob efeito de drogas e não lembra o que fez no dia do assassinato. A defesa pretende pedir um exame clínico para comprovar o efeito das drogas no comportamento do suspeito.
Segundo o advogado Carlos Augusto Trajano, o jovem goiano é dependente químico há vários anos e havia consumido cocaína e crack antes de matar Cara.
Gravação feita pela PM mostra que o jovem ofereceu R$ 70 mil para ser solto. De acordo com o advogado, Mohammed ainda não comentou a suposta tentativa de suborno.
O suspeito também eximiu uma outra pessoa que, segundo a polícia goiana, o ajudou a transportar o corpo.
Leia Mais
- Adolescente britânica é esquartejada em Goiânia; PM prende suspeito
- Advogado diz que jovem matou britânica em GO sob efeito de drogas
- Veja repercussão do caso da menina britânica esquartejada em Goiânia
Livraria da Folha
- Livro mostra como a violência urbana no Brasil afeta seu dia-a-dia e aponta soluções
- Criminalista retrata prisões brasileiras e aponta desinteresse político; leia capítulo
- Livro mostra como se tornar advogado, escolher carreira e conseguir primeiro emprego
- Livros mostram como educar filhos e manter crianças e adolescentes fora de perigo
Especial

