Após depoimento, Beira Mar e Abadía retornam a presídio federal em MS
da Agência Brasil
Colaboração para a Folha Online
Os traficantes Luiz Fernando da Costa, o Fernandinho Beira-Mar, e o colombiano Juan Carlos Abadía retornaram na madrugada desta terça-feira à Penitenciária Federal de Campo Grande (MS). A dupla foi transferida na segunda (4) para a Superintendência da Polícia Federal no Estado para ser interrogada sobre o suposto esquema organizado para achacar juízes.
Além dos traficantes, também foram ouvidas outras seis pessoas. O relatório com os depoimentos foi encaminhado à Justiça Federal e ao Ministério Público na manhã de hoje.
Os depoimentos fazem parte da Operação X, desencadeada ontem pela Polícia Federal, que descobriu um suposto esquema de extorsão e seqüestros de autoridades de Mato Grosso do Sul e de outros Estados.
Foram expedidos oito mandados de busca e apreensão, sendo que quatro das oito pessoas já estavam presas. Entre os quatro presos ontem estão o advogado Vladimir Búlgaro, detido em São Paulo, e Ivana Pereira de Sá, 43, ex-mulher de Fernandinho Beira-Mar presa quando chegava para visitá-lo na penitenciária de Campo Grande.
Os demais presos são José Reinaldo Girotti, 37, e João Paulo Barbosa, 27, que também estavam detidos no presídio de Campo Grande. Leandro Oliveira Oliveira dos Santos, 18, e Leonice de Oliveira, 35, foram presos em Nova Andradina (MS).
Segundo a PF, os oito são acusados de formação de quadrilha e ficarão na sede da PF na capital de Mato Grosso do Sul. A investigação, iniciada há alguns meses, foi conduzida pela Diretoria de Inteligência da Polícia Federal.
O diretor do Sistema Penitenciário Federal, Wilson Damázio, afirma que o setor de inteligência do presídio havia identificado três objetivos principais da quadrilha.
"O primeiro ponto eram ataques coordenados à unidade, como o que ocorreu em abril. Depois estavam previstas emboscadas a comboios durante transferência de presos. Por fim, haveria tentativas de extorsão [de dinheiro], mediante seqüestro de autoridades", disse Damázio.
Considerada a mais segura do país, a Penitenciária Federal de Campo Grande abriga cerca de 160 presos. Em 13 de abril, a unidade foi atacada a tiros por um grupo armado. Os agentes que estavam de plantão reagiram e houve tiroteio durante cerca 15 minutos. Granadas e bombas de efeito moral foram usados pelos agentes. Os agressores fugiram sem causar grandes danos ou deixar feridos, mas, para a administração da unidade, o ataque teria sido apenas um "teste de força".
Com Folha de S.Paulo e Agência Folha
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