STJ nega liberar herança a Suzane von Richthofen
da Folha Online
A 4ª Turma do STJ (Superior Tribunal de Justiça) rejeitou o recurso especial de Suzane von Richthofen que pedia a liberação pela herança deixada pelos pais, estimada em R$ 800 mil. Ela foi condenada a 39 anos de prisão pela morte dos pais, Manfred e Marísia, em São Paulo, em 2002.
O recurso é contra uma decisão da 6ª Câmara de Direito Privado do TJ (Tribunal de Justiça) que manteve a liberação de parte da herança somente para Andreas, irmão de Suzane.
A defesa da jovem alegou que houve extravio de partes do processo em que ela contestou o inventário dos bens deixados por seus pais. Os advogados alegaram que os documentos teriam desaparecido no TJ, onde o processo tramitou.
De acordo com o STJ, o tribunal paulista comprovou a falta da cópia da decisão recorrida e sua respectiva publicação.
Na quinta-feira (7), o STJ analisa o pedido de redução da pena de Suzane. O habeas corpus apresentado pela defesa quer o reconhecimento da atenuante da confissão, considerada para a redução das penas dos co-réus Daniel e Christian Cravinhos, condenados pelo mesmo crime.
Crime
Os pais de Suzane, Marísia e Manfred von Richthofen, foram assassinados em casa, enquanto dormiam. Em julho de 2007, além de Suzane, foram condenados o então namorado dela, Daniel Cravinhos, e o irmão dele, Cristian.
Suzane afirmou que planejou a morte dos pais "por amor" ao namorado.
Os três foram denunciados (acusados formalmente) pelo Ministério Público por duplo homicídio qualificado por motivo torpe, meio cruel e impossibilidade de defesa da vítima.
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