Um mês após morte de João Roberto, polícia do Rio faz operação na Tijuca
LUISA BELCHIOR
Colaboração para a Folha Online, no Rio
Cerca de cem policiais civis fazem nesta quarta-feira uma operação na favela do Borel, na Tijuca (zona norte do Rio). Desde as 6h30, policiais cumprem cerca de 20 mandados de prisão.
Ao menos um homem, apontado como o gerente do tráfico do Borel, foi preso. Não há registro de tiroteio, de acordo com informações da Core (Coordenadoria de Recursos Especiais da Polícia Civil), que participa da operação com policiais de delegacias da área.
O principal objetivo da ação é prender o suposto chefe do tráfico de drogas do Borel, identificado como William Vieira, o Robocop. Ele ainda não foi encontrado, de acordo com a 19ª Delegacia de Polícia (Tijuca), que também participa da ação.
Foi no bairro da Tijuca, onde fica o morro do Borel, que o menino João Roberto Amorim, 3, foi baleado por policiais em suposta perseguição a assaltantes. A polícia admitiu que os policiais confundiram o carro da mãe de João Roberto, Alessandra Amorim, com o dos supostos criminosos, e atiraram ao menos 17 vezes contra o veículo, atingindo João Roberto, que morreu no dia seguinte. A morte do menino completa um mês nesta quarta-feira.
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