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Cotidiano
06/08/2008 - 20h34

Justiça nega liberdade para militares acusados por mortes de jovens no Rio

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da Folha Online

A Justiça Federal no Rio negou os pedidos de habeas corpus, por liminar (decisão provisória), para a liberdade do sargento da Polícia Militar do Rio Renato Oliveira Alves e pelo soldado Sidney de Oliveira Barros, presos sob a acusação de participação na morte de três jovens do morro da Providência (região central do Rio), no dia 14 de junho deste ano.

Onze militares que atuavam no morro entregaram os três rapazes para traficantes do morro da Mineira, também no centro, dominado por traficantes do morro da Mineira (centro do Rio), ligados à facção criminosa ADA (Amigos dos Amigos), rival ao CV (Comando Vermelho), que controla o tráfico no morro da Providência.

A decisão é da juíza federal Andréa Cunha Esmeraldo. Os militares pleiteavam a liberdade até o julgamento, alegando serem réus primários e terem bons antecedentes. A defesa dos militares também alegou que a prisão preventiva seria desnecessária porque a participação de ambos no caso seria igual a de outros acusados que tiveram a prisão preventiva revogada pela Justiça.

A juíza ressaltou em sua decisão que a liminar em habeas corpus é possível somente quando fica comprovado o risco de dano irreparável ou de difícil reparação com a demora do julgamento da liminar.

De acordo com a decisão da juíza, pode haver perigo na demora do julgamento dos militares para as testemunhas do caso, inclusive, já foi determinado que o interrogatório dos suspeitos seja feito por videoconferência, já que ficou evidente o medo das testemunhas, dadas as circunstâncias do crime.

Videoconferência

Na sexta-feira (1º) passada, a mesma juíza determinou que a audiência dos acusados no processo criminal seja realizada por meio de videoconferência, tão logo entre em vigor a lei número 11.690 de 2008, que regulamenta o procedimento.

Segundo a Justiça Federal no Rio, o órgão está analisando as condições técnicas para realizar a videoconferência e está em contato com a instituição onde estão presos os acusados para checar a viabilidade técnica do local.

Comentários dos leitores
o que que nós contribuintes que trabalhamos 5 meses para pagar impostos mais um dia de contribuiçao sindical imposta, temos a ver com erros de policia,não basta o ziraldo e outros ganharem mais de 100 milhoes por serem perseguidos politicos,eu não lembro disto na epoca eles não saiam da praia de copacabana 2 opiniões
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antonio kalil (1) 15/08/2008 09h35
antonio kalil (1) 15/08/2008 09h35
Sr Joel Cajazeira...tal comentário mostra que o sr. faz questão de representar bem seu sobrenome, pelo menos pela série Bem Amado..das irmãs cajazeiras, que eram hilárias, tal qual seu comentário. Qual crime cometeu o representante do Exército? Todos que possamos imaginar. Desde uma detenção arbitrária, que fizeram. Julgar-se autoridade acima do bem e do mal,pois sentiram-se ofendidos e tinham que dar um castigo nos jovens. Julgamento sumário de que eram bandidos e tinham que ser entregues a algozes ( estes sim bandidos declarados ) para serem executados. Ou será que ele ( tenente ) achou que os carrascos iriam levar os jovens apenas para um passeio. Ligação suspeita dos militares com este bando ( que dizem ser de traficantes ), que parecem manter política da boa vizinhança entre si..... Portanto, motivos não faltam para que um juiz os condene demodo exemplar, para expurgar estas atitudes de nossa sociedade.E que a Aman possa se refazer da vergonha em que foi exposta, por preparar OFICIAIS com este pensamento do tenente que comandou esta operação. E quanto a ensinar táticas de guerra aos bandidos, pela amizade mantida. ele já deveria estar fazendo, pela tranqüilidade em que se moveram pelo morro. Lamentável seu comentário sr Joel. A JUSTIÇA não pode ver quem cometeu o crime, mas sim julgar corretamente quem o praticou. 7 opiniões
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richardson leao (28) 15/08/2008 06h56
richardson leao (28) 15/08/2008 06h56
Isso o exercito brasileiro faz bem... suportou e cometeu tortura no passado e suporta e comete tortura no presente... 4 opiniões
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