Polícia recupera telas de Segall e Di Cavalcanti roubadas em SP
da Folha Online
A polícia encontrou na noite de quarta-feira (6) duas obras roubadas no dia 12 de junho deste ano na Estação Pinacoteca, na região central de São Paulo. Foram recuperadas "Mulheres na Janela" (1926), de Di Cavalcanti, avaliada em US$ 500 mil, e "O Casal" (1919), de Lasar Segall, estimada entre US$ 30 mil e US$ 40 mil.
As obras estavam em Guaianases, na zona leste da cidade. Policiais da Delegacia de Repressão a Roubos Especiais do Deic (Departamento de Investigações sobre Crime Organizado) prenderam o gerente de padaria Edmilson Silva do Nascimento, 29, um dos suspeitos pelo crime.
| Reprodução |
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| Polícia recuperou "O Casal" (1919), de Lasar Segall, roubado da Estação Pinacoteca |
Veja imagens do roubo divulgadas pela polícia
Também foi identificado, segundo a polícia, um terceiro homem envolvido no roubo. Os detalhes da prisão e identificação dos envolvidos acontecerão na tarde desta quinta-feira na sede do Deic, em Santana, zona norte.
No mês passado uma gravura de Pablo Picasso --"O Pintor e Seu Modelo" (1963)-- foi recuperada em um prédio de Itaquera, também na zona leste. Ainda está desaparecida a obra "Minotauro, bebedor e mulheres" (1933), de Picasso.
O roubo
O roubo no museu, localizado no centro de São Paulo, aconteceu no dia 12 de junho. Três suspeitos armados entraram no local, renderam uma atendente e levaram as obras de Di Cavalcanti (1897-1976), de Lasar Segall (1891-1957) e duas de Pablo Picasso.
As quatro obras, que pertencem à Fundação José e Paulina Nemirovsky e estavam no 2º andar do prédio, estão avaliadas em R$ 1 milhão, segundo estimativa da Secretaria Estadual da Cultura, responsável pelo museu.
| Divulgação |
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| Polícia recuperou três das quatro obras roubadas. Elas estão avaliadas em R$ 1 milhão, segundo a Secretaria Estadual da Cultura |
As imagens do roubo foram captadas pelo circuito interno do museu e mostram os homens tirando os quadros da parede, deixando a sala e saindo do elevador da Estação Pinacoteca. Nenhum deles usava máscara. Um dos criminosos tinha óculos escuros e um boné, mas os outros dois tinham o rosto totalmente exposto.
O museu, no dia do crime, tinha seguranças desarmados e não usava detectores de metal. Os assaltantes, segundo testemunho de funcionários, estavam armados.
Os criminosos levaram cerca de dez minutos para roubar as obras. Eles entraram no prédio após as 12h, renderam uma atendente, que ficou deitada no chão sob a mira de uma arma, desparafusaram as gravuras de Picasso --eles carregavam chaves de fenda-- e pegaram as demais telas, segundo o Deic. O trio teria fugido a pé. Nenhum funcionário do prédio tentou seguir os assaltantes.
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