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Cotidiano
07/08/2008 - 08h18

Abadía será extraditado pelo governo aos EUA

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da Folha Online

O narcotraficante colombiano Juan Carlos Ramírez Abadía, preso desde agosto de 2007, será extraditado para os EUA, informa reportagem publicada na edição desta quinta-feira da Folha (a íntegra da reportagem está disponível para assinantes do UOL e do jornal).

O texto, de Lucas Ferraz e Kennedy Alencar, revela que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinará o documento autorizando a extradição quando retornar da viagem à China, seguindo um parecer do Ministério da Justiça.

Abadía foi preso no dia 7 de agosto do ano passado em um condomínio de luxo em Aldeia da Serra (Grande São Paulo). Ele é apontado pelo DEA (Drug Enforcement Administration, a agência antidrogas norte-americana) como um dos maiores traficantes do mundo e um dos líderes do cartel do Norte do Vale, na Colômbia.

No Brasil, ele foi denunciado sob acusação de lavagem de dinheiro, uso de documento falso, formação de quadrilha e corrupção ativa. O colombiano teria fugido para o Brasil em 2004 após o pedido de extradição formulado pelos Estados Unidos.

Nos Estados Unidos, Abadía é acusado de traficar drogas no Colorado e em um dos distritos de Nova York e, como líder do cartel, teria enviado mil toneladas de cocaína para aquele país. Ele ainda é acusado de ordenar 315 assassinatos --300 na Colômbia e 15 nos EUA.

Em março deste ano, o plenário do STF (Supremo Tribunal Federal) já havia autorizado a extradição de Abadía.

Isolado

O traficante foi transferido para o RDD (Regime Disciplinar Diferenciado), na penitenciária federal de Campo Grande (MS), mesmo regime imposto a Luiz Fernando da Costa, o Fernandinho Beira-Mar.

O regime prevê isolamento total em relação aos outros presos --os banhos de sol são feitos em celas individuais, por meio de um solar. As saídas das celas só ocorrem durante visitas semanais de parentes e encontros com advogados. Não há visita íntima quinzenal.

Abadía e Beira-Mar são acusados de envolvimento em um esquema de extorsão e seqüestros de autoridades de Mato Grosso do Sul e de outros Estados, desarticulado pela chamada Operação X, da Polícia Federal.

 

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