Cotidiano
08/08/2008 - 13h45

Lei seca reduz em até 40% acidentes e mortes no país e já "colou", diz ministro

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LUISA BELCHIOR
Colaboração para a Folha Online, no Rio

Desde que entrou em vigor, a Lei 11.705, a chamada lei seca, já reduziu entre 30% e 40% o número de acidentes e mortes em estradas e vias de todo o país, na comparação com os meses de abril e maio deste ano, segundo estimativa do Ministério da Justiça divulgada nesta sexta-feira pelo ministro Tarso Genro.

O balanço ainda é parcial, mas revela, para o ministro, que a lei seca já "colou". "Tem leis que não pegam, que são normas mas não se colam com a vida. Essa lei "colou"", disse o ministro, que participou de ato em prol da lei seca no Sindicato dos Médicos do Rio de Janeiro, no centro da cidade. "Temos que integrar essa lei à cultura das pessoas, e isso já está acontecendo".

O ministro anunciou que vai intensificar a fiscalização e os testes para checar os níveis de álcool no sangue de motoristas nas estradas federais, mas estabeleceu como ideal um prazo entre dois e três anos para que não seja mais preciso fiscalizar o cumprimento da lei seca.

Inconstitucionalidade

Tarso afirmou ainda que não está preocupado com manifestações de setores da sociedade pela inconstitucionalidade da lei seca. O relator da medida, deputado federal Hugo Leal (PSC-RJ), que também participou do ato nesta sexta, afirmou que terá audiência na semana que vem com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e com o ministro Gilmar Mendes, presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), para discutir a tese de constitucionalidade da lei.

Leal disse acreditar que a submissão de motoristas ao teste do bafômetro e o nível máximo tolerável de álcool no sangue (2 dg de álcool por litro de sangue) serão mantidos. "Os argumentos jurídicos contra essa lei são fracos. E esse rigor não é novidade no mundo, outros países também o buscam".

O deputado apresentou um balanço dos atendimentos feitos pelo Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) nos meses de junho e julho, que, segundo ele, caíram 24% em relação aos dois meses anteriores (abril e maio).

A punição prevista na lei seca, cuja infração é considerada gravíssima, prevê suspensão da carteira de habilitação por um ano, além de multa de R$ 955 e retenção do veículo. Se for constatado nível de álcool no sangue acima de 6 dg por litro de sangue, o motorista também é detido.

Protesto

Mães e pais de jovens que morreram em acidentes de trânsito que envolviam o consumo de bebidas alcoólicas no Rio também participaram do ato e pediram ao ministro que agilize o processo de alguns deles contra os supostos culpados.

"O processo da minha filha foi arquivado e eu tinha provas de que havia culpado. Aqui a lei não existe. É muito difícil perder um filho e ficar por isso mesmo", disse Edinéia Gomes de Almeida, que contou ter perdido a filha única, de 18 anos, em um acidente de trânsito provocado por um motorista supostamente bêbado em 2002.

"A lei seca veio para ficar, mas veio tarde. A sociedade ainda não tem o que comemorar, porque qualquer número de mortos diferente de zero devia ser intolerável", afirmou o engenheiro Fernando Diniz, cujo filho morreu aos 20 anos em acidente de carro na avenida das Américas, na Barra da Tijuca (zona oeste do Rio). A via é a segunda do Estado do Rio com o maior número de mortes em acidentes de carro, segundo o Corpo de Bombeiros do Rio.

Comentários dos leitores
Mario sergio Citrã Prandi (80) 03/11/2009 14h12
Mario sergio Citrã Prandi (80) 03/11/2009 14h12
Quanta fantasia e ficção!!!!
Não estou querendo incentivar os radicais a debater nem chutar cachorro morto, tem coisas mais veridicas e importantes a comentar e atuais!!!!
Nem comentarei mais aqui, só vou finalizar com um comentario que deixei a um tempo atrás
{2}
Com tantas coisas para se preocupar nesse pais, ainda vejo essa mesma conversa do ano passado quando tentaram lançar essa lei seca (nome carinhoso dado pela nação Brasileira), ou melhor tem gente que ainda tenta. Fico feliz de lembram dos acidentes e da falta de ordem, PELO MENOS como desculpa né...
Deveriam descutir o problema antes de ficarem associando a chamados bode espiatorios,uns e outros, etc. Brasil tem muito mais o o que se preocupar, talvez os acidentes de Transito seriam uma boa sugestão para começarem a fazer algo de verdade. Só não me ofendo porque NÃO BEBO.
A diferença entre essa 'tal de lei seca" e a Segurança???????????????????
Segurança merece atenção, e constante eim!!!!
Finalizando antes do ponto final:
"Quem gosta tanto assim dos Texas, vai morar lá"
sem opinião
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Luís da Velosa (1358) 03/11/2009 13h29
Luís da Velosa (1358) 03/11/2009 13h29
Um major! Vai ser punido direitinho, sob pena da Polícia Militar se desmoralizar, pois um dos seus integrantes renegou o pundonor militar, infringindo o Regulamento. sem opinião
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Pietro Guerriero (75) 03/11/2009 12h46
Pietro Guerriero (75) 03/11/2009 12h46
A Lei Seca pode funcionar, sim. E o individuo pode beber, sim. O que ele nao pode e', depois de embriagado, tomar o volante de um veiculo e sair pelas ruas, arriscando alem da vida dele a dos outros. Esse e' um comportamento inaceitavel. Beba o quanto quiser, embriague-se, caia pelas calcadas, so' nao venha colocar em risco a vida do proximo dirigindo nesse estado.
Quanto a produzir provas, se o individuo nao quiser soprar no bafometro, a autoridade poderia leva-lo ao hospital mais proximo e ter a embriaguez validada por um medico de plantao. Tudo muito simples, por um pais mais seguro. E' so' o que queremos.
PS: Com essa folha corrida muito me admira que esse individuo ainda seja parte da PM. Deveria ter sido demitido ha' muito tempo.
sem opinião
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