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Cotidiano
11/08/2008 - 22h32

"Vamos largar o osso", diz Cabral sobre proposta de privatizar Galeão

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da Folha Online

O governador Sérgio Cabral (PMDB) defendeu nesta segunda-feira a privatização do aeroporto Tom Jobim, o Galeão, durante uma audiência pública na Assembléia Legislativa do Estado do Rio de apresentação de um projeto de reforma do terminal.

Cabral disse que o Galeão não dá lucro. "Vamos largar o osso e pensar em modelos de gestão para um aeroporto de qualidade, moderno, com conforto e infra-estrutura", disse o governador.

De acordo com informações do presidente da Infraero (estatal que administra os aeroportos), Sérgio Gaudenzi, o Galeão passou por uma reforma em 1991 e teve a obra de conclusão do terminal 2 encerrada em 1998, o que não impediu o surgimento de problemas no prédio. Atualmente a estrutura do terminal 1 está deteriorada, mas é com ela e com metade da estrutura do terminal 2 que os passageiros podem contar.

Gaudenzi também defendeu a entrada de investimentos privados na empresa. "Embora essas decisões não passem pela Infraero, e sim pelo governo federal e pelo ministro da Defesa [Nelson Jobim], a injeção de capital privado poderia ser a solução. Os próprios acionistas passariam a fiscalizar o serviço com muito mais rigor e de forma pró-ativa. Com o modelo atual de autarquia, somos responsáveis por 67 aeroportos, o que dificulta a administração", disse o presidente da estatal.

Também participaram do debate 25 entidades. Um relatório com propostas e dados levantados sobre o aeroporto, chamado Carta Tom Jobim, foi elaborado e será enviado ao governo federal.

Segundo Gaudenzi, o projeto de entrada de investimentos privados prevê a conclusão das obras dos dois terminais em três anos e meio. O presidente da estatal disse que, por duas vezes, abriu licitação para o empreendimento, mas não obteve resposta de empresas interessadas.

A Anac (Agência Nacional de Aviação Civil) levou para a reunião dados que mostram que o Galeão transportou 13,5 milhões de passageiros em 2007, o que representa um aumento de 11% em relação a 2006.

 

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