Kassab manda retirar da Câmara projeto de pedágio urbano em SP
da Folha Online
da Folha de S.Paulo
O prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab (DEM), mandou retirar da Câmara Municipal o projeto que autorizava o pedágio urbano na cidade, informou a prefeitura em nota na manhã desta quinta-feira. O artigo, segundo a administração municipal, foi mantido na redação final do projeto, mas deveria ter sido retirado, por determinação do prefeito, antes de ser encaminhado ao Legislativo. O texto deve ser corrigido e reenviado ao vereadores.
Embora sempre atrelada à solução dos problemas de congestionamento, a proposta está no texto que estabelece a Política Municipal de Mudança Climática, uma espécie de plano diretor com regras e metas gerais para diversas áreas, como tráfego, resíduos e construção civil.
Além do pedágio urbano, a Política Municipal de Mudança Climática traz uma série de ações com o objetivo de reduzir ou compensar a emissão de gases que contribuem com o efeito estufa, com ênfase em intervenções na área do transporte.
O projeto previa a "restrição gradativa e progressiva" do uso de automóveis particulares no centro da cidade e estipulava também incentivos para o uso de energia não poluente em novos prédios e a obrigatoriedade de implantação de coleta seletiva de resíduos.
Em julho, em entrevista à Folha, o secretário municipal de Transportes, Alexandre Moraes, disse que Kassab, candidato à reeleição, é contra o pedágio na cidade por considerá-lo "socialmente injusto".
Questionado ontem sobre a posição do prefeito, o secretário Eduardo Jorge (Meio Ambiente) disse que Kassab é contrário ao pedágio até a "médio prazo", mas que essa é uma solução que não pode deixar de ser discutida. Jorge liderou a montagem do projeto.
"Vi o que ocorreu com o pedágio em Londres. Não podemos tirar verba da educação para aplicar em transporte", diz.
Em maio, o líder do prefeito na Câmara, José Police Neto (PSDB), apresentou proposta para cobrar pedágio dentro da cidade, mas só dos veículos não registrados no município e que entram em São Paulo pelo Rodoanel; a idéia não vingou.
Datafolha
Estabelecer o pedágio urbano como política de transporte é algo polêmico em São Paulo. Segundo pesquisa Datafolha de março, a idéia é reprovada por 74% -24% aprovam, 1% é indiferente e 2% não sabem.
Tem defensores, como o urbanista Candido Malta Campos Filho, que vê, mesmo com tarifas baixas, uma forma de arrecadar recursos para investir no transporte coletivo.
Mas enfrenta opiniões contrárias, caso do engenheiro de tráfego Horário Augusto Figueira, para quem a medida é uma forma de "segregação social". "Se for barato, não reduz o trânsito nem gera arrecadação. Se for caro, os milionários vão adorar, terão vias só para eles."
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Especial



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O transporte de carga pesada deveria ser feito no periodo noturno, (caminhões de grande porte) das 20:00h a 6:00h da manhã. Toda e qualquer mudança na área acarretará um acrescimo de custo aos lojistas e distribuidores. Neste ponto a Martaxa tinha razão, fazer corredor de onibus, privilegiando o transporte coletivo é mais rápido e barato em um primeiro momento para aliviar o transito de São paulo, mas a necessidade de investimento no metro é prioritário. Tem que ser constante e alto. Dois pontos difíceis, já que o Governo paulista é PSDB/DEM e o federal é PT, que não deseja que São paulo possa ser vitrine para o Serra, assim os investimentos federais necessários para São Paulo tem algum bloqueio burocrático para se concluir. è bem o caso do metro e da Rodovia Mario Covas, que retirárá inumeros caminhões da circulação do centro de São Paulo, agilizando a viagem dos caminhoneiros e a nossa internamente na cidade.
A questão do transito de São Paulo movimenta inúmeros problemas, mas o principal problema é a pressão politica dos empresários que para consolidar seu poder junto a prefeitura, dificultam qualquer mudança, não por que venham a perder, na verdade economizariam, mas para que possam ganhar mais do que já ganham. Por ser um produto tabelado(passagem) e o númeor de passageiros é variável eles se sentem inseguros quanto à finalização dos seus lucros, assim essa pressão é para que consigam garantir com folga sua margem.
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O efeito do rodizio de caminhões não se é notado, como o rodizio de automovel não o foi.
A circulação de caminhões de pequeno e médio porte dentro da cidade é essencial para abastecer a população. São peças vitáis. A circulação de veículo apenas se torna essencial para os que necessitam trabalhar com o veiculo. Isto é, que em horário comercial utliizem o carro para contatar clientes, sendo vendedores, técnicos de manutenção e mais alguém que necessite fazer alguma compra emergencial. Outros que precisam circular são os motoboys, que se tornou um emprego e serviço essencial para a cidade. Para o transito de pessoas temos que ter um sistema decente de transportes, com lógica. Uma idéia que suponho que tenha sido idéia da Martaxa, mas que não conseguiu implantar com sucesso, seria o EXPRESSO. O expresso tiradentes é uma amostra disso, só que o ideal seria sem parada. Um veiculo de grande porte articulado ligaria dois pontos, Centro/Bairro de forma direta. Assim quem morasse na Vila Formosa tomaria esse onibus no centro e ao chegar na Vila Formosa tomaria um micro onibus circular que atendesse o seu endereço. entre dois bairros teriamos linhas complementares que circulariam em sintonia e assim caminhariamos de bairro a bairro. Sendo esse sistema eficiente e racional, ninguém teria necessidade da utilização de veiculos individuais. Com isso o rodizio de caminhões na cidade poderia ser feito no horáios comercial, não aumentando os custos das empresas.
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