Conselho decide que promotor acusado de assassinato tem de ser exonerado
da Folha Online
Atualizado às 17h30
O Conselho Nacional do Ministério Público decidiu nesta segunda-feira negar o vitaliciamento (efetivação) ao promotor de Justiça de São Paulo Thales Ferri Schoedl. Ele é acusado de matar a tiros um jovem e ferir outro em dezembro de 2004, em Bertioga, no litoral paulista.
Em setembro de 2007, o conselho já havia determinado, em caráter liminar, o afastamento de Schoedl de suas funções e a suspensão da eficácia do ato da Promotoria paulista que havia concedido o vitaliciamento ao promotor.
Na sessão do dia 2 de junho de 2008, o plenário do conselho, durante a análise do mérito do processo, decidiu não conceder o vitaliciamento de Schoedl, e pela conseqüente exoneração dele do Ministério Público de São Paulo.
Após a deliberação do plenário pelo não-vitaliciamento, a defesa do promotor entrou com embargos contra a decisão. O relator do recurso, conselheiro Alberto Cascais, votou pela não aceitação do pedido, no entanto, o julgamento foi interrompido porque o conselheiro Ernando Uchôa pediu vista (análise) do processo.
Nesta segunda-feira, Uchôa apresentou seu voto, em que entendia que a decisão do Ministério Público de São Paulo, que concedeu o vitaliciamento Schoedl, deveria ser mantida. Outros três conselheiros tiveram a mesma posição de Uchôa, no entanto, os demais conselheiros do órgão não acataram a tese do voto do relator e confirmaram a decisão anterior, de negar o vitaliciamento de Schoedl e determinando que ele seja exonerado da Promotoria paulista.
De acordo com o conselho, a decisão de hoje é definitiva. O ato de exoneração do promotor, no entanto, deve ser publicado pelo Ministério Público de São Paulo.
A Folha Online telefonou para Rodrigo Marzagão, advogado do promotor acusado, que não pode atender a ligação.
Por meio de nota, o Ministério Público de São Paulo informou que aguarda a notificação do conselho para cumprir a determinação.
Crime
O crime em que o promotor se envolveu ocorreu na saída de um luau. As vítimas faziam parte de um grupo que teria mexido com a namorada de Schoedl. Ele foi preso horas depois do crime e alegou legítima defesa. O acusado disse que foi cercado após uma discussão e que disparou contra o chão, para dispersar os rapazes, que teriam imaginado que as balas eram de festim. Acuado, então, ele atirou na direção dos jovens.
Entretanto, ao contrário da versão apresentada por Schoedl, testemunhas ouvidas pela polícia disseram que, após passar pelo grupo de jovens, o promotor iniciou uma discussão, por achar que eles olharam para sua namorada. Em seguida, teria sacado a arma, atirado no chão e depois na direção dos garotos. Diego Mendes, 20, que era jogador de basquete, não resistiu aos ferimentos e morreu. Um outro jovem ficou ferido.


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O TRALHA estará solto e festejando c/ os apendices podres. E sua família estará à chorar nos vídeos contando estórias de sua infancia... È LAMENTÁVEL .
Realmente , ñ sei o que dizer........
Saudações
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