Polícia procura seqüestradores de vietnamita e chineses na Vila Cruzeiro, no Rio
LUISA BELCHIOR
colaboração para a Folha Online, no Rio
A Polícia Militar começou na tarde desta segunda-feira a busca pelos seqüestradores do conselheiro da Embaixada do Vietnã no Brasil, Vu Thanh Nam, e três chineses, levados no sábado (16) no acesso ao Corcovado, no Rio. Nesta tarde, cerca de 100 policiais fazem operação na Vila Cruzeiro, na Penha (zona norte), onde as vítimas foram mantidas até conseguirem fugir do cativeiro, no domingo (17).
Policiais do Bope (Batalhão de Operações Especiais da Polícia Militar), do batalhão de choque e do 16º batalhão (Olaria) estão na Vila Cruzeiro desde às 13h30 desta segunda-feira. Nenhum dos suspeitos foi encontrado até agora. Também não há registro de confrontos entre policiais e traficantes da favela.
Segundo a Deat (Delegacia de Apoio ao Turista), os homens que seqüestraram os chineses e o diplomata vietnamita estavam em um grupo de 12, armados com fuzis e com roupas com inscrições da Polícia Civil. No domingo, os seqüestradores abandonaram o local do cativeiro após uma operação de policiais civis na Vila Cruzeiro para tentar encontrá-los.
O delegado Fernando Veloso, que investiga o caso, disse nesta segunda-feira descartar a hipótese de o crime ter sido um assalto a mão armada comum. O policial afirmou, no entanto, ainda não saber a motivação dos seqüestradores.
"Pelo aparato deles [fuzis, toucas ninja e roupas com inscrições da Polícia Civil], não se trata de um roubo comum a turista. Mas também não houve exigência de dinheiro nem relato de violência física no cativeiro", disse Veloso.
Seqüestro
Os chineses e o vietnamita Vu Thanh Nam foram seqüestrados na manhã de sábado quando visitavam o mirante Dona Marta, na estrada das Paineiras, que dá acesso ao Corcovado. No domingo, conseguiram fugir do cativeiro, na Vila Cruzeiro, na Penha (zona norte).
Nam pegou um táxi e chegou ao hotel onde está hospedado, em Copacabana (zona sul), na manhã de domingo. Um dos chineses foi encontrado na noite de domingo em Del Castilho (zona norte), e os outros dois, no alojamento da da CSA (Companhia Siderúrgica do Atlântico), em Santa Cruz (zona oeste) onde os chineses trabalham.
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