Procuradoria exonera promotor que matou jovem no litoral de São Paulo
da Folha Online
da Folha de S. Paulo
O "Diário Oficial" do Estado publica na edição desta terça-feira a exoneração de Thales Ferri Schoedl, 1º promotor de Justiça substituto da 55ª Circunscrição Judiciária, em Jales (585 km de SP). A decisão assinada na segunda-feira (18) pelo procurador-geral de Justiça do Estado de São Paulo, Fernando Grella Vieira, atende uma decisão do CNMP (Conselho Nacional do Ministério Público), que decidiu negar o vitaliciamento (efetivação) do promotor.
Schoedl matou um jovem e feriu outro em dezembro de 2004, em Bertioga, no litoral paulista. Em setembro de 2007, o Conselho Nacional já havia determinado, em caráter liminar, o afastamento de Schoedl de suas funções e a suspensão da eficácia do ato da Promotoria paulista, que havia concedido o vitaliciamento ao promotor. O promotor alega legítima defesa -ele diz que atirou para se defender das agressões cometidas por um grupo.
Com a decisão, o promotor perde o seu salário --em torno de R$ 18 mil-- e o foro privilegiado. Ou seja, se não houver nenhuma medida extraordinária --como uma liminar-- ele pode ir a júri popular. A medida também deve suspender o julgamento de Schoedl previsto para amanhã no Órgão Especial do TJ.
Defesa
Para o advogado Ovídio Rocha Barros Sandoval, que defende o promotor na parte administrativa, essa decisão do CNMP não deveria suspender o julgamento marcado para as 13h de amanhã. "Não há nada que impeça de haver o julgamento", disse.
O advogado Luiz Felipe Marzagão, que defende Schoedl na área criminal (por homicídio), disse estar preparado para julgamento, mas o CNMP causou uma indefinição. "A Justiça vai ter que resolver."
Desembargadores ouvidos pela Folha afirmaram estar tudo pronto para o julgamento de Schoedl, mas ele deverá ser adiado para aguardar uma definição do caso pelo STF -liminar ou definitivamente.
Crime
O crime em que o promotor se envolveu ocorreu na saída de um luau. As vítimas faziam parte de um grupo que teria mexido com a namorada de Schoedl. Ele foi preso horas depois do crime e alegou legítima defesa. O acusado disse que foi cercado após uma discussão e que disparou contra o chão, para dispersar os rapazes, que teriam imaginado que as balas eram de festim. Acuado, então, ele atirou na direção dos jovens.
Entretanto, ao contrário da versão apresentada por Schoedl, testemunhas ouvidas pela polícia disseram que, após passar pelo grupo de jovens, o promotor iniciou uma discussão, por achar que eles olharam para sua namorada. Em seguida, teria sacado a arma, atirado no chão e depois na direção dos garotos. Diego Mendes, 20, que era jogador de basquete, não resistiu aos ferimentos e morreu. Um outro jovem ficou ferido.



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O TRALHA estará solto e festejando c/ os apendices podres. E sua família estará à chorar nos vídeos contando estórias de sua infancia... È LAMENTÁVEL .
Realmente , ñ sei o que dizer........
Saudações
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