Conflito entre milícia e traficantes deixa sete mortos em favela no Rio
LUISA BELCHIOR
Colaboração para a Folha Online, no Rio
Mais três pessoas foram encontradas mortas na favela do Barbante (zona oeste do Rio) nesta quarta-feira, subindo para sete o número de corpos localizados na favela entre a noite de ontem (19) e a tarde desta quarta-feira. Segundo a Polícia Civil, todos são moradores sem envolvimento com o crime na região e podem ter sido vítimas do confronto entre milicianos e traficantes que atuam na área.
Para a Polícia Militar, as mortes são conseqüência de um conflito entre a milícia Liga da Justiça, que controla atividades ilegais na favela, e a facção criminosa CV (Comando Vermelho). No entanto, o delegado Marcus Neves, responsável pelo caso, afirma que a Liga da Justiça forjou um ataque do CV à favela para tirar o foco da polícia e dos moradores sobre as milícias.
"A idéia deles [milicianos] é transmitir para a população que a presença da milícia é importante para garantir a segurança e que só o tráfico faria uma coisa dessas [matar inocentes]", afirmou o delegado, que é titular da 35ª Delegacia de Polícia (Campo Grande).
Devido ao conflito, policiais militares de vários batalhões estão na favela desde a madrugada de hoje, segundo a PM. Apesar do clima de tensão que houve hoje de manhã, que provocou o fechamento de parte do comércio na comunidade, não foram registrados novos confrontos.
Segundo o delegado, policiais civis encontraram mais três corpos em um matagal dentro da favela. De manhã, o Regimento de Polícia Montada da PM, que faz operação na favela desde a noite de terça-feira (19), encontrou dois corpos. Na noite de terça-feira, outras duas pessoas já haviam sido mortas na favela, entre elas o comerciante Arivaldo da Silva Nunes, 37, que era dono de um mercado no local.
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