22/01/2002
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22h32
da Folha Online, em Brasília
O governo praticamente descartou acabar com os celulares pré-pagos para combater o crime organizado. A medida foi proposta pelo governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB).
A maioria, 65% dos celulares brasileiros, são pré-pagos. Cerca de 19,5 milhões de pessoas têm esse tipo de celular e a medida foi considerada impopular.
O ministro Pimenta da Veiga (Comunicações) disse que acabar com o telefone celular pré-pago pode ser uma decisão precipitada para resolver os problemas de segurança do país.
Segundo ele, mesmo a proposta de identificar os usuário desse tipo de celular pode resultar apenas no aumento de um outro crime: o roubo de celulares pós-pagos.
"Não me parece uma boa solução. Acabar com o pré-pago vai fazer com que aumente o número de roubos de celular pós-pagos'', disse o ministro. "Quem comete um ato como o sequestro pode furtar um celular comum."
Segundo Pimenta, "seria simplificar muito o processo, debitar a questão da segurança ao pré-pago.'' Ele lembrou que outras medidas, como o bloqueio do sinal de celulares em presídios, são muito mais eficientes e já estão sendo estudadas pela Anatel.
Leia mais
Fim de pré-pago causaria choque na receita das operadoras
Governo descarta acabar com celular pré-pago
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EDUARDO CUCOLOda Folha Online, em Brasília
O governo praticamente descartou acabar com os celulares pré-pagos para combater o crime organizado. A medida foi proposta pelo governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB).
A maioria, 65% dos celulares brasileiros, são pré-pagos. Cerca de 19,5 milhões de pessoas têm esse tipo de celular e a medida foi considerada impopular.
O ministro Pimenta da Veiga (Comunicações) disse que acabar com o telefone celular pré-pago pode ser uma decisão precipitada para resolver os problemas de segurança do país.
Segundo ele, mesmo a proposta de identificar os usuário desse tipo de celular pode resultar apenas no aumento de um outro crime: o roubo de celulares pós-pagos.
"Não me parece uma boa solução. Acabar com o pré-pago vai fazer com que aumente o número de roubos de celular pós-pagos'', disse o ministro. "Quem comete um ato como o sequestro pode furtar um celular comum."
Segundo Pimenta, "seria simplificar muito o processo, debitar a questão da segurança ao pré-pago.'' Ele lembrou que outras medidas, como o bloqueio do sinal de celulares em presídios, são muito mais eficientes e já estão sendo estudadas pela Anatel.
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