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Cotidiano
16/09/2008 - 16h41

Policiais civis afirmam que greve atinge 70% das delegacias de SP

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Colaboração para a Folha Online

O comando da greve dos policiais civis de São Paulo informou na tarde desta terça-feira que agentes de 73 delegacias da cidade aderiram à greve deflagrada pela manhã. O número corresponde a aproximadamente 70% dos DPs da capital. A SSP (Secretaria da Segurança Pública), porém, informou que nenhum atendimento ou serviço deixou de ser prestado.

Para chegar ao número, os grevistas contaram com o auxílio do sistema de controles de boletins de ocorrência da Polícia Civil, segundo o comando da greve. Por meio dele, descobriram que, das poucas ocorrências registradas, apenas casos graves foram atendidos --como previa a cartilha da greve.

Dezenove representações das categorias da Polícia Civil do Estado deflagraram a greve às 8h30 de hoje para reivindicar questões salariais e trabalhistas.

Segundo a Adpesp (Associação dos Delegados de Polícia do Estado), a paralisação abrange delegacias em todo o Estado. A associação, porém, não soube precisar a adesão fora da cidade de São Paulo.

Inicialmente, os grevistas afirmaram que delegados, escrivães de polícia e investigadores cruzaram os braços em ao menos em nove DPs da Grande São Paulo e em outros 34 no interior.

Movimento e reivindicações

Esta é a segunda vez em pouco mais de um mês que a categoria promove uma paralisação. No dia 13 de agosto, os policiais civis iniciaram uma greve que foi suspensa na tarde do mesmo dia, quando uma audiência de conciliação entre sindicatos e governo foi realizada no TRT-SP (Tribunal Regional do Trabalho) da 2ª Região.

Desde então, eles estão em estado de greve (ou seja, podem paralisar a qualquer momento). Os policiais civis reivindicam aumento de 15% neste ano, 12% em 2009 e 12% em 2010, mais a incorporação dos adicionais no salário. Eles também querem melhores condições de trabalho --como a fixação de 40 horas semanais e critérios claros para promoção. O governo Estadual oferece um adicional de R$ 500 milhões à folha de pagamento, considerado insuficiente pelos grevistas.

Cartilha

Para orientar como o agente deve se portar durante a paralisação, foi formulada uma cartilha com recomendações ao policial civil a respeito da greve.

A primeira parte é composta de perguntas e respostas, tais como se o agente pode ou não ser punido durante o ato e se a chefia pode impedir a adesão dos subordinados.

A segunda parte é composta por procedimentos que podem ou não ser realizados durante o ato. O que pode, por exemplo, é o registro de prisões em flagrante, capturas de procurados, homicídios e remoção de cadáveres em residências ou nas vias públicas. Trabalhos de investigação para elucidação dos crimes, por exemplo, deve ser suspenso durante a paralisação.

 

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