Governo de SP endurece com grevistas; Polícia Civil mantém paralisação
da Folha Online
O secretário de Segurança do governo José Serra (PSDB), Ronaldo Marzagão, decidiu endurecer a contra-ofensiva dos grevistas da Polícia Civil ao orientar, na manhã desta sexta-feira, que os policiais militares que não conseguirem registrar os boletins de ocorrência devam encaminhar os seus registros ao Ministério Público.
A greve dos policiais civis entra em seu quarto dia nesta sexta com adesão de 72% das delegacias da capital, segundo estimativas do comando do movimento.
| 17.set.08/Folha Imagem |
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| Mulher aguarda atendimento na sala de entrada do 11º DP de Santo Amaro, na zona sul de SP |
O comando da greve diz que 67 delegacias da cidade de São Paulo aderiram à paralisação iniciada na terça-feira (16). No interior do Estado, os grevistas afirmam que 49 das 52 seccionais (94%) participam do movimento.
Os policiais entraram em estado de greve no dia 13 de agosto, quando fizeram paralisação de apenas sete horas. Eles reivindicam aumento salarial de 15% neste ano e reajustes de 12% nos dois anos seguintes. A pauta de reivindicações inclui outros itens como a eleição direta para delegado-geral. O governo ofereceu um investimento de R$ 500 milhões na folha de pagamento em 2009.
Em nota, a SSP (Secretaria de Segurança Pública) informa que Marzagão determinou que o o comandante-geral da Polícia Militar de São Paulo, coronel Roberto Antonio Diniz, oriente aos seus subordinados a fazer o BOPM (Boletins de Ocorrência da Polícia Militar) e encaminharem o caso ao promotor público, caso tenham dificuldades para registrar ocorrências nos distritos policiais do Estado.
O procedimento, segundo a nota, já foi comunicado ao procurador-geral de Justiça, Fernando Grella Vieira. "Não será tentando prejudicar a segurança da população de São Paulo que os sindicalistas da Polícia Civil conseguirão benefícios para suas categorias, mas sim com o respeito à lei, às decisões judiciais e, principalmente, à população de São Paulo", informa a nota.
Procurada para comentar o assunto, a SSP não explicou qual será o efeito prático da medida, uma vez que fases de inquérito como interrogatórios e diligências, comuns às funções de policiais civis, estão prejudicados com a greve. A Procuradoria também foi procurada para comentar o assunto, mas ninguém foi localizado.
Reportagem da Folha desta sexta-feira (íntegra disponível para assinantes do UOL e do jornal), mostra que o governo do Estado prevê a transferência de parte das atribuições da Polícia Civil à PM, que não aderiu à paralisação. Com as negociações paralisadas, o governo já havia adotado um tom mais duro contra os grevistas, com ameaça de processos administrativos e judiciais para punir eventuais abusos, como negar o atendimento à população.
Outro lado
O comando da greve da Polícia Civil foi procurado para comentar a nota da SSP mas ninguém havia sido localizado para comentar o assunto até por volta das 13h.
A reportagem da Folha Online apurou que o tema foi debatido em uma reunião interna do comando do movimento. A avaliação que chegou a ser cogitada na reunião é que a ação da SSP é uma tentativa de acirrar os ânimos entre as duas forças policiais.
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Tudo que posso afirmar é ele e sua corja de ladrões merecem passar por um terço do que nossos policiais passam todos os dias e apenas depois terão qualificação para julgar a atitude extrema que nossos valorosos prestadores foram obrigados a tomar.
Mais uma vez estes seres de abissal coragem mostraram sua força e determinação.
Aos policiais civis deste estado que empenho total apoio de admiração meus parabéns pela intrepidez que lidaram com mais este obstáculo.
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