SP faz balanço da greve dos policiais civis e ameaça descontar dias parados
Colaboração para a Folha Online
A Secretaria de Segurança de São Paulo divulgou nesta sexta-feira o primeiro balanço da greve da Polícia Civil, iniciada na terça-feira (16). O secretário Ronaldo Marzagão ameaça descontar os dias parados do policiais civis.
Segundo balanço da secretaria, na cidade de São Paulo, menos de 30% das delegacias aderiram à paralisação e, no interior do Estado, a adesão é inferior a 40%.
Os números do governo do Estado diferem dos apresentados pelo comando grevista, que estima a adesão neste quarto dia de greve em 72% nas delegacias da capital. No interior, os grevistas afirmam que 49 das 52 seccionais (94%) participam do movimento.
| 16.set.08 - Caio Guatelli/Folha Imagem |
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| Policiais civis fazem greve e utilizam faixas e megafone durante protesto realizado em frente à delegacia em São Paulo |
"Será descontado o dia do policial faltoso. Não admitimos greve contra a população", afirmou o secretário da Segurança.
Marzagão disse que já encaminhou alguns boletins detalhados de casos de policiais que se recusaram a atender a população à Procuradoria-Geral do Estado, e que o órgão deve examinar e encaminhar o caso ao Ministério Público do Trabalho.
Ele não explicou, no entanto, como será feito o desconto dos dias parados, já que os policiais comparecem ao local de trabalho, mas atendem apenas a ocorrências consideradas de emergência, como casos de flagrantes e remoção de cadáver. A categoria até elaborou uma cartilha com explicações sobre o motivo da greve e orientações de como deveria ser o procedimento dos policiais durante a paralisação.
De acordo com Marzagão, a situação está tranqüila na Polícia Civil e as delegacias on-line, que atendem ocorrências como furtos e desaparecimentos, estão atendendo a uma demanda suportável. "Estamos esperando que o radicalismo dos sindicalistas, que não representam a Polícia Civil, cesse e eles queiram conversar".
Segundo o secretário, o governo já apresentou uma proposta aos sindicalistas, mas a contraproposta foi "absolutamente irreal". "Estamos aguardando que os sindicalistas apresentem algo que tenha consonância com a realidade e os limites do Estado", disse.
Marzagão determinou que o o comandante-geral da Polícia Militar de São Paulo, coronel Roberto Antonio Diniz, oriente aos seus subordinados a fazer o BOPM (Boletins de Ocorrência da Polícia Militar) e encaminharem o caso ao promotor público, caso tenham dificuldades para registrar ocorrências nos distritos policiais do Estado. Por sua vez, o Ministério Público verificará se essa falta de atendimento não é caso de prevaricação.
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Tudo que posso afirmar é ele e sua corja de ladrões merecem passar por um terço do que nossos policiais passam todos os dias e apenas depois terão qualificação para julgar a atitude extrema que nossos valorosos prestadores foram obrigados a tomar.
Mais uma vez estes seres de abissal coragem mostraram sua força e determinação.
Aos policiais civis deste estado que empenho total apoio de admiração meus parabéns pela intrepidez que lidaram com mais este obstáculo.
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