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Cotidiano
19/09/2008 - 17h33

SP faz balanço da greve dos policiais civis e ameaça descontar dias parados

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Colaboração para a Folha Online

A Secretaria de Segurança de São Paulo divulgou nesta sexta-feira o primeiro balanço da greve da Polícia Civil, iniciada na terça-feira (16). O secretário Ronaldo Marzagão ameaça descontar os dias parados do policiais civis.

Segundo balanço da secretaria, na cidade de São Paulo, menos de 30% das delegacias aderiram à paralisação e, no interior do Estado, a adesão é inferior a 40%.

Os números do governo do Estado diferem dos apresentados pelo comando grevista, que estima a adesão neste quarto dia de greve em 72% nas delegacias da capital. No interior, os grevistas afirmam que 49 das 52 seccionais (94%) participam do movimento.

16.set.08 - Caio Guatelli/Folha Imagem
Policiais civis fazem greve e utilizam faixas e megafone durante protesto realizado em frente à delegacia em São Paulo
Policiais civis fazem greve e utilizam faixas e megafone durante protesto realizado em frente à delegacia em São Paulo

"Será descontado o dia do policial faltoso. Não admitimos greve contra a população", afirmou o secretário da Segurança.

Marzagão disse que já encaminhou alguns boletins detalhados de casos de policiais que se recusaram a atender a população à Procuradoria-Geral do Estado, e que o órgão deve examinar e encaminhar o caso ao Ministério Público do Trabalho.

Ele não explicou, no entanto, como será feito o desconto dos dias parados, já que os policiais comparecem ao local de trabalho, mas atendem apenas a ocorrências consideradas de emergência, como casos de flagrantes e remoção de cadáver. A categoria até elaborou uma cartilha com explicações sobre o motivo da greve e orientações de como deveria ser o procedimento dos policiais durante a paralisação.

De acordo com Marzagão, a situação está tranqüila na Polícia Civil e as delegacias on-line, que atendem ocorrências como furtos e desaparecimentos, estão atendendo a uma demanda suportável. "Estamos esperando que o radicalismo dos sindicalistas, que não representam a Polícia Civil, cesse e eles queiram conversar".

Segundo o secretário, o governo já apresentou uma proposta aos sindicalistas, mas a contraproposta foi "absolutamente irreal". "Estamos aguardando que os sindicalistas apresentem algo que tenha consonância com a realidade e os limites do Estado", disse.

Marzagão determinou que o o comandante-geral da Polícia Militar de São Paulo, coronel Roberto Antonio Diniz, oriente aos seus subordinados a fazer o BOPM (Boletins de Ocorrência da Polícia Militar) e encaminharem o caso ao promotor público, caso tenham dificuldades para registrar ocorrências nos distritos policiais do Estado. Por sua vez, o Ministério Público verificará se essa falta de atendimento não é caso de prevaricação.

Comentários dos leitores
Helen Catalano (1) 24/11/2008 08h54
Helen Catalano (1) 24/11/2008 08h54
Como comentar algo tão ridículo quanto à atitude do nosso deputado?
Tudo que posso afirmar é ele e sua corja de ladrões merecem passar por um terço do que nossos policiais passam todos os dias e apenas depois terão qualificação para julgar a atitude extrema que nossos valorosos prestadores foram obrigados a tomar.
Mais uma vez estes seres de abissal coragem mostraram sua força e determinação.
Aos policiais civis deste estado que empenho total apoio de admiração meus parabéns pela intrepidez que lidaram com mais este obstáculo.
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roney gentil (1) 17/11/2008 09h15
roney gentil (1) 17/11/2008 09h15
quem não gosta da Policia?? Bandidos??só?? 1 opinião
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wilson roberto david mota (3) 16/11/2008 22h05
wilson roberto david mota (3) 16/11/2008 22h05
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