Polícia Civil de SP entra no 5º dia de greve com 70% de adesão, segundo associação
Colaboração para a Folha Online
Policiais civis do Estado de São Paulo entram neste sábado no quinto dia da greve iniciada na última terça-feira (16). Segundo o comando do movimento, aproximadamente 70% nas delegacias da capital aderiram à paralisação e, no interior, 94% dos DPs participam do movimento.
Os números sobre a greve apresentados pelo governo do Estado, porém, são bem diferentes. Segundo um balanço da SSP (Secretaria da Segurança Pública), a adesão na cidade de São Paulo foi de menos de 30% das delegacias. No interior do Estado, a paralisação é inferior a 40%.
Na sexta-feira (19), a SSP (Secretaria de Segurança Pública) de São Paulo informou que foram encaminhados 139 boletins de ocorrência para o Ministério Público em todo o Estado de São Paulo. O encaminhamento para os promotores seguiu determinação do secretário de Segurança Pública, Ronaldo Marzagão.
Marzagão determinou que o comandante-geral da Polícia Militar de São Paulo, coronel Roberto Antonio Diniz, oriente seus subordinados a fazer o BOPM (Boletins de Ocorrência da Polícia Militar) e encaminhem o caso a um promotor público, caso tenham dificuldades para registrar ocorrências nos distritos policiais do Estado.
"Isso não é função da PM. Isso é subversão da ordem constitucional. É como se o delegado desse a sentença quando o Judiciário entrasse em greve", disse o presidente da Adpesp (Associação dos Delegados de Polícia do Estado), Sérgio Marcos Roque.
No caso dos boletins encaminhados ao Ministério Público, o secretário afirmou que será verificado se não houve crime de prevaricação por parte do funcionário público, no caso o policial civil.
No mesmo dia, o secretário prometeu punir os policiais civis que aderirem à greve com desconto no salário dos dias não trabalhados. "Todos os policiais civis escalados estão em suas unidades. Não há nenhuma falta", rebate o presidente da associação.
Os policiais entraram em estado de greve no dia 13 de agosto, quando fizeram paralisação de apenas sete horas. Eles reivindicam aumento salarial de 15% neste ano e reajustes de 12% nos dois anos seguintes. A pauta de reivindicações inclui outros itens como a eleição direta para delegado-geral. O governo ofereceu um investimento de R$ 500 milhões na folha de pagamento em 2009.
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Tudo que posso afirmar é ele e sua corja de ladrões merecem passar por um terço do que nossos policiais passam todos os dias e apenas depois terão qualificação para julgar a atitude extrema que nossos valorosos prestadores foram obrigados a tomar.
Mais uma vez estes seres de abissal coragem mostraram sua força e determinação.
Aos policiais civis deste estado que empenho total apoio de admiração meus parabéns pela intrepidez que lidaram com mais este obstáculo.
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