Em protesto, policiais civis de SP pedem saída de secretário da Segurança
PAULO TOLEDO PIZA
Colaboração para a Folha Online
Policiais civis em greve desde o dia 16 pediram nesta terça-feira a saída do secretário da Segurança de São Paulo, Ronaldo Marzagão, durante manifestação realizada no centro de São Paulo. O protesto durou três horas. Durante o período, os grevistas caminharam da Associação dos Delegados, na avenida Ipiranga, passaram pela sede da SSP (Secretaria da Segurança Pública), na rua Líbero Badaró, até terminaram o ato em frente à Delegacia Geral, na rua Brigadeiro Tobias.
Concentrados em frente à SSP por aproximadamente meia hora, grevistas do interior e da capital do Estado, carregando faixas, com apitos na boca, nariz de palhaço e buzinas a gás nas mãos, protestavam a favor do aumento do salário e de melhores condições de trabalho. Dez policiais militares faziam a segurança do prédio, para evitar a aproximação do grupo.
| Rivaldo Gomes/Folha Imagem |
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| Policiais civis fazem passeata no centro de SP; categoria está em greve desde dia 16 |
Sobre um carro de som, lideranças do movimento gritavam frases como "Marzagão, pede demissão". Após ouvirem o hino nacional, os líderes do movimento discursaram. O presidente do Sipesp (Sindicato dos Investigadores de Polícia do Estado de São Paulo), João Batista Rebouças, afirmou, no microfone, que a "Polícia Civil de São Paulo, a melhor do país, merece um salário melhor".
Os grevistas reivindicam aumento salarial de 15% neste ano e reajustes de 12% nos dois anos seguintes. O comando de greve estima em 80% a adesão dos Distritos Policiais na Grande São Paulo. No interior do Estado, os grevistas dizem que 100% dos DPs estão apoiando o movimento.
O governo do Estado, porém, afirma que a adesão na cidade de São Paulo foi de menos de 30% das delegacias. No interior do Estado, a paralisação é inferior a 40%, segundo a SSP (Secretaria da Segurança Pública).
Durante o protesto, o deputado Major Olímpio (PV) subiu no carro de som e pediu que os policiais militares iniciem uma operação padrão em apoio aos policiais civis.
Na última sexta-feira, o secretário de Segurança determinou que o comandante-geral da Polícia Militar de São Paulo, coronel Roberto Antonio Diniz, oriente seus subordinados a fazer o BOPM (Boletins de Ocorrência da Polícia Militar) e encaminhem o caso a um promotor público, caso tenham dificuldades para registrar ocorrências nos distritos policiais do Estado.
Os manifestantes terminaram o ato por volta das 14h, em frente à Delegacia Geral --após passar pelo largo de São Francisco, praça da Sé e Páteo do Colégio--, onde novamente ouviram o hino.
Procurada, a Secretaria da Segurança não comentou a manifestação.
Esclarecimento e participação
Um dos líderes do movimento, Nelson de Jesus Leone --presidente da Agepol (Associação dos Agentes Policiais Civis do Estado)-- afirmou que um dos objetivos do protesto foi esclarecer a população sobre as reivindicações da categoria. "Queremos a dignidade da Polícia Civil", disse.
O presidente do Sindpesp (Sindicato dos Delegados de Polícia Civil) diz considerar positiva a manifestação. "A grande participação mostra que todos estão conscientes. Todas as categorias [da Polícia Civil] lutam por um salário melhor", afirmou.
A liderança do movimento estimou o número de manifestantes entre 1.200 e 2.000. A Polícia Militar e a CET (Companhia de Engenharia de Tráfego), que acompanharam o protesto, não divulgaram estimativa.
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Tudo que posso afirmar é ele e sua corja de ladrões merecem passar por um terço do que nossos policiais passam todos os dias e apenas depois terão qualificação para julgar a atitude extrema que nossos valorosos prestadores foram obrigados a tomar.
Mais uma vez estes seres de abissal coragem mostraram sua força e determinação.
Aos policiais civis deste estado que empenho total apoio de admiração meus parabéns pela intrepidez que lidaram com mais este obstáculo.
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