Aeronáutica descarta problemas em radares em acidente com vôo 1907 da Gol
colaboração para a Folha Online
Os equipamentos de comunicação e vigilância no controle do tráfego aéreo brasileiro não tiveram responsabilidade no acidente do vôo 1907 da Gol segundo documento divulgado pelo Cenipa (Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos), da FAB (Força Aérea Brasileira).
O boletim contém os resultados da investigação técnica feita até o momento sobre o acidente entre a aeronave Legacy, prefixo N600XL e o Boeing 737 da Gol, que completa dois anos na próxima segunda-feira (29). O acidente ocorreu no dia 29 de setembro de 2006 e deixou um saldo de 154 pessoas mortas.
O documento isenta de toda responsabilidade os equipamentos de comunicação e vigilância no controle do tráfego aéreo brasileiro. Assegura também que as avaliações feitas pela Comissão de Investigação mostram que o transponder (responsável pelo sistema anticolisão do Legacy) estava em condições de uso, porém não estava em operação no momento da colisão.
O documento confirma que não foram encontrados erros de projeto ou de integração nos equipamentos de comunicação, de rádio e navegação, transponder e TCAS do Legacy. As análises destes equipamentos foram acompanhadas, em conjunto, por investigadores e técnicos brasileiros e americanos nas instalações dos fabricantes do Legacy.
O relatório final do Cenipa foi encaminhado no final do mês passado para a Comissão de Investigação no exterior (Estados Unidos e Canadá), de acordo com o anexo 13 da Convenção de Chicago. Segundo a legislação, os representantes da Comissão têm até 60 dias para apresentar considerações sobre o conteúdo do documento. Em seguida, haverá uma reunião final da Comissão antes da conclusão dos trabalhos.
Ainda de acordo com o boletim, o principal objetivo da investigação técnica é a emissão de recomendações de segurança, seguida do estabelecimento de ações ou de conjunto de ações aplicadas a uma circunstância perigosa específica, visando à eliminação ou o controle de uma condição de risco. Essas recomendações serão prestadas apenas no relatório final.
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