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03/10/2008 - 14h07

Em meio à greve, secretário da Segurança do Rio visita elite da Polícia Civil paulista

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da Folha Online

No dia em que a greve dos policiais civis do Estado de São Paulo completa 18 dias, os secretários da Segurança de São Paulo, Ronaldo Marzagão, e do Rio, José Mariano Beltrame, visitaram na manhã desta sexta-feira setores da elite da Polícia Civil paulista: o Dipol (Departamento de Inteligência da Polícia Civil) e o IRGD (Instituto de Identificação Ricardo Gumbleton Daunt).

Mais uma vez, Marzagão evitou falar sobre a paralisação dos policiais civis e não confirmou se há algum tipo de acordo sendo costurado nos bastidores com o alto escalão da categoria, mas sem a participação dos sindicatos.

02.out.08 - Carolina Farias/Folha Online
Ronaldo Marzagão (esq.) acompanha visita do secretário da Segurança do Rio, José Mariano Beltrame (dir.), à polícia paulista
Ronaldo Marzagão (esq.) acompanha visita do secretário da Segurança do Rio, José Mariano Beltrame (dir.), à polícia paulista

"Hoje eu estou recebendo o secretário [do Rio], e minha atenção toda está voltada para recebê-lo. Portanto, hoje eu me abstenho de falar de greve e outros assuntos", afirmou Marzagão, ao deixar o prédio do IRGD. Na quinta-feira, também acompanhado de Beltrame, o secretário se recusou a comentar a greve.

Sobre a visita do colega, Marzagão disse que o encontro serve para troca de informações e experiências que podem ser implementadas entre os Estados e que em breve também deve visitar o Rio.

Greve

Embora Marzagão não se manifeste sobre o assunto, a Adpesp (Associação dos Delegados de Polícia Civil do Estado de São Paulo) confirmou que houve contato com os diretores dos Deinters (Departamento de Polícia Judiciária do Interior).

Segundo a entidade, os diretores estão se reunindo com os delegados-seccionais de suas regiões para transmitir a proposta: 6,2% de reajuste, extinção da 4ª e 5ª classe de delegados e a redução de três para dois níveis de salários adicionais.

A categoria deve discutir sobre as informações repassadas pelos diretores durante o fim de semana e, na segunda-feira (6), uma reunião deve ser agendada para definir os rumos da paralisação.

Inicialmente, os policiais em greve reivindicavam reajuste de 60%. O movimento grevista alega que a categoria teve uma perda salarial de 96% entre abril de 1995 e julho de 2008.

Após uma reunião no TRT (Tribunal Regional do Trabalho), a reivindicação da categoria passou a ser de uma escala de reajustes que comece a vigorar já a partir deste ano, com 15%, seguido de 12% para 2009 e 12% em 2010.

A SSP (Secretaria da Segurança Pública), logo após o início da greve, divulgou um pacote de medidas que prevê aumento no piso salarial de todas as carreiras. Para os delegados o reajuste chegaria até 38%, investigadores 28% e médicos legistas e peritos 47%, com inclusões de benefícios.

O projeto também proporcionaria uma nova política para as carreiras policiais, com a fixação de intervalos de 10% entre as classes, segundo a secretaria.

Oficialmente, o governo não apresentou a proposta às entidades que organizam a greve, segundo a Adpesp. A informação é negada também pela Secretaria de Gestão Pública. De acordo com a pasta, o governo mantém a posição de condicionar a abertura de negociações ao fim da paralisação.

Reunião

O Condepe (Conselho Estadual de Defesa dos Direitos da Pessoa Humana) se reúne nesta sexta-feira com representantes de sindicatos e associações de policiais civis do Estado para falar sobre a greve.

Segundo a entidade, o Condepe está preocupado com os efeitos da paralisação na segurança pública e na impunidade. O órgão diz que vai propor servir de interlocutor entre governo e policiais para abrir um canal de negociação entre as duas partes.

Comentários dos leitores
Helen Catalano (1) 24/11/2008 08h54
Helen Catalano (1) 24/11/2008 08h54
Como comentar algo tão ridículo quanto à atitude do nosso deputado?
Tudo que posso afirmar é ele e sua corja de ladrões merecem passar por um terço do que nossos policiais passam todos os dias e apenas depois terão qualificação para julgar a atitude extrema que nossos valorosos prestadores foram obrigados a tomar.
Mais uma vez estes seres de abissal coragem mostraram sua força e determinação.
Aos policiais civis deste estado que empenho total apoio de admiração meus parabéns pela intrepidez que lidaram com mais este obstáculo.
1 opinião
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roney gentil (1) 17/11/2008 09h15
roney gentil (1) 17/11/2008 09h15
quem não gosta da Policia?? Bandidos??só?? 1 opinião
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wilson roberto david mota (3) 16/11/2008 22h05
wilson roberto david mota (3) 16/11/2008 22h05
nada a comentar 1 opinião
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