Em greve, policiais civis de SP marcam novo protesto e se reúnem com presidente da OAB
da Folha Online
Depois do fracasso das negociações e da continuidade da greve, policiais civis de São Paulo se reuniram nesta sexta-feira com o presidente da OAB-SP (Ordem dos Advogados do Brasil), Luiz Flávio Borges D'Urso. Antes, a categoria protestou na avenida Paulista e prometeu levar a manifestação ao Palácio dos Bandeirantes, sede do governo do Estado, na próxima quinta.
| Rodrigo Lacerda/Leitor |
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| Policiais civis em greve desde o dia 16 do mês passado realizam manifestação na avenida Paulista, região central de São Paulo |
Nesta sexta, após se reunir com representantes dos delegados, dos investigadores e dos escrivães, o presidente da OAB-SP disse que vai atuar como interlocutor entre o governo do Estado e os policiais civis em greve para tentar pôr fim à paralisação, iniciada no dia 16 do mês passado.
"A Ordem paulista não vai representar nem a Polícia Civil nem o governo, porque não é sua função. Mas tentar sensibilizá-los, colaborar nesse diálogo para que se chegue o quanto antes a esse ponto de convergência, a um ponto comum", afirmou.
D'Urso disse ainda que vai procurar os secretários Sidney Beraldo (Gestão Publica) e Ronaldo Marzagão (Segurança) na próxima semana para marcar uma reunião. "Vou pedir uma audiência com ambos para levar um pouco do que foi falado com os sindicatos e reiterar a disposição da Ordem para tentar encontrar, o mais rapidamente possível, a solução para o impasse."
O presidente do sindicato dos delegados, José Leal, disse que decidiu procurar ajuda da OAB porque não acredita na possibilidade de diálogo após o fracasso das negociações. "Acho difícil [o diálogo] porque eles [governo] são teimosos, intransigentes. Nos vêem como despesa, não como gente", disse.
Protesto
Na tarde desta sexta, a categoria realizou uma manifestação na avenida Paulista para marcar a retomada da paralisação.
A liderança do movimento havia suspendido a paralisação durante dois dias para negociar com o governo. As conversas, porém, fracassaram na quinta-feira.
Pela manhã desta sexta, lideranças da greve foram chamadas às pressas para uma reunião com a Secretaria de Gestão do governo José Serra (PSDB), para tentar reverter a paralisação, mas não obteve o resultado esperado.
Reivindicações
Inicialmente, os policiais em greve reivindicavam reajuste de 60%. O movimento grevista alega que a categoria teve uma perda salarial de 96% entre abril de 1995 e julho de 2008. Após uma reunião no TRT (Tribunal Regional do Trabalho), a reivindicação da categoria passou a ser de uma escala de reajustes que comece a vigorar já a partir deste ano, com 15%, seguido de 12% para 2009 e 12% em 2010.
A SSP (Secretaria da Segurança Pública), logo após o início da greve, divulgou um pacote de medidas que prevê aumento no piso salarial de todas as carreiras. Para os delegados o reajuste chegaria até 38%; investigadores, 28%; e médicos legistas e peritos 47%, com inclusões de benefícios.
Na semana passada o governo estadual anunciou informalmente uma nova proposta, com 6,2% de reajuste, extinção da 4ª e 5ª classe e a redução de três para dois níveis de salários adicionais.
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Tudo que posso afirmar é ele e sua corja de ladrões merecem passar por um terço do que nossos policiais passam todos os dias e apenas depois terão qualificação para julgar a atitude extrema que nossos valorosos prestadores foram obrigados a tomar.
Mais uma vez estes seres de abissal coragem mostraram sua força e determinação.
Aos policiais civis deste estado que empenho total apoio de admiração meus parabéns pela intrepidez que lidaram com mais este obstáculo.
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