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Cotidiano
13/10/2008 - 16h36

Obras do PAC param por falta de segurança no Rio

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colaboração para a Folha Online, no Rio

Pela primeira vez, o governo do Rio decidiu adiar uma obra do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) por alegar falta de segurança. As intervenções foram interrompidas na avenida Leopoldo Bulhões (zona norte), onde será construído um parque urbano após a elevação de uma linha férrea que passa pela via.

A avenida fica entre as favelas de Manguinhos e Jacarezinho e é alvo de constantes tiroteios. Em julho, o funcionário da Infoglobo Luiz Carlos Soares da Costa, 36, foi abordado na via por um assaltante e, logo depois, baleado por policiais, que pensaram se tratar de um criminoso. Em maio, a avenida teve que ser fechada por causa de um tiroteio na área.

As obras para a elevação da linha férrea que cruza a rua começaria no fim de semana, mas o secretário estadual de Segurança, José Mariano Beltrame, pediu que elas fossem adiadas para que a Polícia Militar faça um plano de segurança para o local, segundo o governo do Rio.

A decisão foi feita quando funcionários se preparavam para iniciar as obras, no sábado (11), e interditaram uma das faixas da via no sentido Benfica. Como a interdição causou engarrafamento, Beltrame achou melhor reforçar a segurança na área, de acordo com a Secretaria Estadual de Obras, responsável pelo PAC no Rio.

A Polícia Militar disse que ainda não montou o esquema de segurança para a via e nem informou prazos. A previsão de conclusão da obra era de setembro de 2010, mas o vice-governador do Rio e secretário de Obras, Luiz Fernando Pezão, afirmou que não haverá atrasos.

Pezão disse ainda que as dormentes que serão usadas para sustentar a elevação da linha férrea continuam sendo confeccionadas pelos funcionários do PAC no Rio.

Quando a obra começar, a avenida Leopoldo Bulhões terá um trecho de 2 km interditada em tempo integral no sentido Benfica, e a pista no sentido Bonsucesso funcionará em mão dupla.

Após a elevação da via férrea, a previsão é de que seja construída uma área de lazer de 6.000 metros quadrados sob a linha do trem com área para esportes, brinquedos, ciclovia e praça, além de um terminal rodoviário.

PAC no Rio

Lançadas em março pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, as obras do PAC em favelas do Rio acontecem em três áreas: Rocinha (zona sul), complexo do Alemão (zona norte) e Manguinhos (zona norte). O governo federal prevê investimentos de cerca de R$ 1 bilhão, incluindo contrapartidas do governo estadual, nessas comunidades, por meio de programas sociais, construção de casas, escolas, creches, unidades de saúde, área de lazer, água tratada, rede de tratamento de esgoto, drenagem e pavimentação de ruas.

 

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