Governo amplia em R$ 128 mi os recursos para o combate à dengue em 12 Estados
GABRIELA GUERREIRO
da Folha Online, em Brasília
O governo federal vai ampliar em R$ 128 milhões este ano os recursos para ações de prevenção e combate à dengue em 12 Estados brasileiros. Depois do surto de dengue que atingiu o Rio de Janeiro no primeiro semestre, o Ministério da Saúde decidiu ampliar em R$ 202 milhões os recursos totais para o combate à doença --o que inclui a compra dos chamados "fumacê" (veículos que despejam inseticidas contra o mosquito), campanhas publicitárias e pagamento de agentes de saúde.
Segundo o ministro da Saúde, José Gomes Temporão, o governo vai gastar este ano R$ 1,08 bilhão para todas as ações de combate à dengue nos Estados considerados de "risco" para a retomada da doença --Rio, São Paulo, Minas Gerais, Sergipe, Espírito Santo, Rio Grande do Norte, Ceará, Pará, Alagoas, Bahia, Rondônia, Goiás.
Em São Paulo, Temporão disse que as áreas de risco para novos surtos de dengue estão em Campinas e na Baixada Santista. "A capital do Estado teve uma redução importante de casos. Essa análise das áreas de risco leva em conta locais onde a população não têm defesa do tipo dois da doença", explicou.
O ministro reiterou que o combate ao mosquito Aedes aegypt está entre as ações fundamentais para evitar a doença no país. "O controle do vetor é um eixo central. Temos a probabilidade de uma situação mais séria e o vírus tipo dois atingir crianças a adolescentes", afirmou.
Além da ampliação dos recursos para o combate à doença, Temporão anunciou outras medidas da campanha "Brasil unido contra a dengue" que têm como objetivo evitar surtos, especialmente no verão. Uma delas prevê o envio de tropas das Forças Armadas para os militares atuarem no combate à dengue e na educação e mobilização das comunidades.
"Eu estive com o ministro Nelson Jobim [Defesa] e acertamos que as Forças Armadas estarão à disposição para atuar onde for necessário para o combate ao mosquito. Vamos começar a treinar as tropas para ficarem de sobreaviso, numa espécie de reserva técnica", explicou Temporão.
Segundo turno
O ministro fez um apelo para que os prefeitos que perderam as eleições e aqueles que forem eleitos priorizem as ações de combate à dengue para evitar novos surtos da doença. Temporão atribui parte da responsabilidade pelas epidemias da doença à má gestão dos recursos liberados com esta finalidade.
"Eu entendo que não há por parte do gestor postura deliberada de não gastar os recursos. Problemas de gestão e eficiência do gasto podem estar comprometendo [o combate à doença]. Vamos nos disponibilizar para que os recursos cheguem na ponta."
Em relação à epidemia de dengue que atingiu o Rio este ano, Temporão disse que o sistema hospitalar "esquizofrênico" do Estado contribuiu para dificultar o atendimento à população. "O que aconteceu no Rio foi ruim sob todos os pontos de vista. Mas agora estou olhando para frente, temos 12 Estados que podem estar preparados para impedir o que aconteceu no Rio", afirmou.
Este ano, foram registrados 734,3 mil casos de dengue em todo o país --um aumento de 42,7% em relação ao ano passado. Só o Rio foi responsável por 240,4 mil casos. Temporão disse que, sem a epidemia que atingiu o Estado, o crescimento nos casos de dengue em 208 seria apenas de 7% em 2008.
O ministro reconheceu que somente os esforços do governo não serão suficientes para enfrentar a doença se não houver a participação dos governadores, prefeitos e da população em geral. Segundo o ministro, a esperada vacina contra a dengue não deve ser produzida no país pelo menos nos próximos cinco anos.
"Ainda estamos longe de uma vacina que protegesse a população dos quatro sorotipos da doença. Não adianta pensar em alguma coisa mágica, antes de cinco anos não teremos essa vacina."
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POLÍTICOS CORRUPTOS.
NÃO AGUENTO MAIS PAGAR TANTO IMPODTO.
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