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Cotidiano
15/10/2008 - 20h40

Polícia prende em Rosana (SP) suposto mandante de chacina em Guaíra (PR)

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da Folha Online

Policiais da força-tarefa designada pela Sesp (Secretaria da Segurança Pública do Paraná) prenderam na manhã desta quarta-feira o homem apontado como mentor e executor de uma chacina em Guaíra, que deixou 15 mortos, no dia 22 de setembro.

Jair Pereira Correia, 52, foi preso por volta das 8h na cidade de Rosana (748 km de São Paulo), quando descia de um barco que vinha de Itaquiraí, em Mato Grosso do Sul. Segundo a Sesp, o suspeito confessou o crime em uma conversa informal com os policiais.

Arte/Folha Online

A polícia apurou que Correia se escondeu, desde a chacina, em uma mata fechada. Na madrugada de hoje, o suspeito pegou um barco e começou a descer o rio Paraná, em Itaquiraí, rumo à São Paulo, segundo a polícia. Há três dias os policiais, escondidos, esperavam o suspeito em Rosana.

Assim que foi detido, Correia foi levado para Curitiba de avião sob um forte esquema de segurança. De acordo com a Sesp, Correia também afirmou que o tráfico de drogas também foi um agravante para a chacina, mas o motivo mais forte foi a vingança. Um enteado de Correia foi morto 15 dias antes do crime.

Segundo o delegado-geral da Polícia Civil do Paraná, além de ser principal suspeito de ser o mandante da chacina, Correia também rendeu o proprietário da chácara e foi o responsável por chamar as vítimas para que fossem mortas.

A polícia do Paraná afirma que vai continuar a investigação para prender Gleison Correia, que é filho de Correia, e Ademar Fernando Luiz. Os dois também são suspeitos de terem participado da chacina e têm a prisão decretada pela Justiça.

Chacina

A chacina em Guaíra é a maior já registrada no Estado. A principal suspeita é que a chacina tenha sido causada por conta de uma disputa entre quadrilhas brasileiras de traficantes de drogas, cigarros e produtos eletrônicos que atuam na região.

A polícia suspeita que os criminosos teriam fugido de barco pelo rio Paraná para o Paraguai logo após o crime.

De acordo com a Sesp, os criminosos chegaram ao local, na Vila Santa Clara, e procuravam por um homem conhecido como Polaco, que já cumpriu pena por trafico de drogas e que estaria devendo R$ 4.000 para a quadrilha. Ele também já teriam ordenado o assassinato de um traficante rival.

Em um dos barracos, foram encontrados Polaco e mais duas mulheres --todos acabaram mortos. Segundo a polícia, Polaco foi forçado a ligar para seus comparsas e pedir que fossem a um galpão próximo ao barraco e que provavelmente era usado para o tráfico de drogas. À medida que iam chegando ao galpão, eles eram rendidos e amarrados pelos assassinos. Todos foram mortos com tiros de espingarda calibre 12, 9 milímetros e revólver calibre 38, segundo a polícia.

 

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