Policiais civis em greve protestam hoje próximo à sede do governo de SP
Colaboração para a Folha Online
da Folha de S.Paulo
Os policiais civis de São Paulo marcaram para a tarde de quinta-feira uma passeata nas proximidades do Palácio dos Bandeirantes --sede do governo do Estado. O objetivo da manifestação é pressionar o governo de São Paulo a retomar as negociações. A paralisação já dura um mês --a categoria está em greve desde o dia 16 do mês passado.
| 17.set.08/Folha Imagem |
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| Aviso informa sobre greve em delegacia de São Paulo; policiais civis prometem manifestação para pressionar o governo do Estado |
Os manifestantes devem se reunir em frente ao estádio Cícero Pompeu de Toledo, no Morumbi (zona oeste). "Queremos uma audiência com o governador José Serra (PSDB)", afirmou o delegado André Dahmer, diretor da Adpesp (Associação dos Delegados de Polícia Civil do Estado de São Paulo).
A expectativa da liderança do movimento é reunir 3.000 policiais.
OAB
O presidente da OAB de São Paulo, Luiz Flávio Borges D'Urso, distribuiu nota ontem em que faz uma dura crítica ao secretário da Segurança Pública do Estado, Ronaldo Marzagão, que se recusou a recebê-lo para discutir a greve dos policiais civis.
D'Urso diz que, na segunda-feira, Marzagão pré-agendou para ontem um encontro, em que a OAB se ofereceria para intermediar um acordo.
O presidente da OAB aguardou uma resposta até o início da noite. Como Marzagão não se manifestou, D'Urso distribuiu a nota oficial. "Trata-se de uma desconsideração para com a OAB e para com a própria classe", diz a nota.
A secretaria afirma em nota que o governo "agradece a disposição" de D'Urso, "mas não conduzirá negociações nem participará de mediações enquanto durar o movimento grevista"
Negociações
A manifestação desta quinta será a segunda desde o fracasso nas negociações entre os grevistas e o governo. Na sexta-feira (10), os policiais protestaram na avenida Paulista para marcar a retomada da greve da categoria. A liderança do movimento havia suspendido a paralisação durante dois dias para negociar com o governo.
Apesar de as conversações terem avançado na semana passada, com a promessa da elaboração de um projeto de lei sobre a aposentadoria especial e da extinção da 5ª e da 4ª classes da polícia civil, governo e grevistas não chegaram a um acordo sobre a reivindicação salarial.
De acordo com a Adpesp, durante a reunião de quinta-feira passada (9), na Secretaria da Gestão Pública, o governo apresentou aos grevistas uma proposta de 6,2% de reajuste --os policiais reivindicam 15% de aumento somente neste ano.
O governo, por sua vez, afirmou, em nota, que as lideranças da greve "mais uma vez mantêm propostas que extrapolam a capacidade orçamentária do Estado".
Histórico
Inicialmente, os policiais em greve reivindicavam reajuste de 60%. O movimento grevista alega que a categoria teve uma perda salarial de 96% entre abril de 1995 e julho de 2008. Após uma reunião no TRT (Tribunal Regional do Trabalho), a reivindicação da categoria passou a ser de uma escala de reajustes que comece a vigorar já a partir deste ano, com 15%, seguido de 12% para 2009 e 12% em 2010.
A SSP (Secretaria da Segurança Pública), logo após o início da greve, divulgou um pacote de medidas que prevê aumento no piso salarial de todas as carreiras. Para os delegados o reajuste chegaria até 38%; investigadores, 28%; e médicos legistas e peritos 47%, com inclusões de benefícios.
Na semana passada o governo estadual anunciou informalmente uma nova proposta, com 6,2% de reajuste, extinção da 4ª e 5ª classe e a redução de três para dois níveis de salários adicionais.
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Tudo que posso afirmar é ele e sua corja de ladrões merecem passar por um terço do que nossos policiais passam todos os dias e apenas depois terão qualificação para julgar a atitude extrema que nossos valorosos prestadores foram obrigados a tomar.
Mais uma vez estes seres de abissal coragem mostraram sua força e determinação.
Aos policiais civis deste estado que empenho total apoio de admiração meus parabéns pela intrepidez que lidaram com mais este obstáculo.
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