Policiais civis de SP voltam ao ponto de partida da manifestação; PM cerca região
da Folha Online
Os policiais civis que entraram em confronto na tarde desta quinta-feira com a Polícia Militar nas proximidades do Palácio dos Bandeirantes --sede do governo do Estado se organizam para voltar ao ponto de partida da manifestação, em frente ao estádio do Morumbi (zona oeste de São Paulo). A intenção dos policiais civis --em greve há um mês-- era pressionar o governo a retomar as negociações e, para isso, pretendiam ser recebidos no Palácio. Eles planejam realizar uma assembléia para decidir se continuam a tentar se aproximar da sede do governo.
| Leandro Moraes/Folha Imagem |
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| Policiais militares usam bombas de efeito moral e balas de borracha para dispersar policiais civis grevistas durante manifestação em SP |
A ordem recebida pela Polícia Militar era impedir que a passeata --com cerca de 2.000 policiais-- se aproximasse da sede do governo. A marcha dos grevistas era escoltada por dois grupos de elite da própria Polícia Civil --GOE (Grupo de Operações Especiais) e Garra (Grupo Armado de Repressão a Roubos e Assaltos).
Por volta das 16h, a PM entrou em confronto com os policiais civis. Foram usadas bombas de efeito moral (gás lacrimogêneo), balas de borracha e a cavalaria para conter os policiais. Ao menos 22 pessoas ficaram feridas.
Ouça relato de repórter sobre o confronto
Carros da Polícia Civil, usadas pelos grevistas no embate com a PM, ficaram danificados com estilhaços das bombas de efeito moral e também com as balas de borracha.
"Tentaremos reagrupar [os manifestantes] e conversaremos com o grupo e aí sim decidiremos sobre continuar ou não [o protesto]", disse André Dahmer, diretor da Adpesp (Associação dos Delegados de Polícia Civil do Estado de São Paulo), uma das entidades organizadoras do protesto.
Dahmer culpou o governo do Estado pelo confronto. "Nós não queremos guerra. O governo não quer diálogo. Ele [governo] quer guerra."
| Moacyr Lopes Junior/Folha Imagem |
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| Policiais civis em greve e policiais militares entram em confronto nas proximidades da sede do governo do Estado de São Paulo |
Por volta das 17h, o clima entre os policiais era mais calmo, no entanto, a tropa de choque e a cavalaria permaneciam posicionadas na rua Padre Lebret, nas proximidades do Palácio, para evitar a aproximação dos policiais civis.
Clima
Por volta das 15h, as lideranças do movimento anunciaram aos manifestantes que o governo havia concordado em receber uma comissão dos grevistas no Palácio, o que acirrou os ânimos dos policiais.
A manifestação se aproximava da área do Palácio com dois carros de som, um deles carregando um caixão com a foto do governador José Serra (PSDB) com a frase "aqui jaz o ex-futuro presidente". Desde o início da caminhada o clima era tenso, com muito policiais civis exaltados e armados.
Sem acordo
Em evento no início da tarde no Memorial da América Latina, o governador voltou a reafirmar a posição do governo em relação ao movimento --com greve não há acordo.
"Gostaríamos de um acordo, mas com greve o acordo não é viável. Negociações em greve não são viáveis. O governo fez sua proposta clara, está disposta a mandar para a Assembléia Legislativa dentro das possibilidades existentes", afirmou Serra.
O governador Serra foi procurado pela Folha Online, porém, sua assessoria informou que ele ainda não deve se manifestar sobre o confronto da PM dos policiais. O mesmo ocorreu com o secretário da Segurança Pública, Ronaldo Marzagão.
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Especial




Tudo que posso afirmar é ele e sua corja de ladrões merecem passar por um terço do que nossos policiais passam todos os dias e apenas depois terão qualificação para julgar a atitude extrema que nossos valorosos prestadores foram obrigados a tomar.
Mais uma vez estes seres de abissal coragem mostraram sua força e determinação.
Aos policiais civis deste estado que empenho total apoio de admiração meus parabéns pela intrepidez que lidaram com mais este obstáculo.
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