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Cotidiano
16/10/2008 - 19h14

Confronto entre PMs e policiais civis grevistas deixa 23 feridos em São Paulo

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da Folha Online

Atualizado às 20h57.

Ao menos 23 pessoas ficaram feridas nesta quinta-feira durante confronto entre policiais civis em greve e a Polícia Militar no Morumbi (zona oeste de São Paulo).

Treze vítimas foram levadas para o hospital Albert Einstein, próximo ao local do protesto; cinco foram atendidas no hospital Itacolomy Butantã e outras cinco na unidade Morumbi do hospital São Luiz.

Leandro Moraes/Folha Imagem
Policiais militares usam bombas de efeito moral e balas de borracha para dispersar policiais civis grevistas durante manifestação em SP
Policiais militares usam bombas de efeito moral e balas de borracha para dispersar policiais civis grevistas durante manifestação em SP

A assessoria do Albert Einstein informou que todos os feridos apresentam quadro de saúde estável e que cinco deles já foram liberados. O Itacolomy informou que três dos cinco atendidos foram liberados; e, segundo o São Luiz, um dos pacientes, com fratura exposta em um dos dedos da mão direita, foi transferido para o hospital São Leopoldo.

Outra vítima atendida no São Luiz sofreu queimaduras de terceiro grau na região abdominal.

Confronto

O confronto entre os policiais civis e a PM aconteceu por volta das 16h na rua Padre Lebret, quando os grevistas planejavam seguir em passeata até o Palácio dos Bandeirantes, na avenida Morumbi, para pressionar o governo a retomar as negociações.

A ordem recebida pela Polícia Militar era impedir que a passeata --com cerca de 2.000 policiais-- se aproximasse da sede do governo. A marcha dos grevistas era escoltada por dois grupos de elite da própria Polícia Civil --GOE (Grupo de Operações Especiais) e Garra (Grupo Armado de Repressão a Roubos e Assaltos).

Foram usadas bombas de efeito moral (gás lacrimogêneo), balas de borracha e a cavalaria para conter os policiais grevistas.

O delegado André Dahmer, diretor da Adpesp (Associação dos Delegados de Polícia Civil do Estado de São Paulo), culpou o governo do Estado pelo confronto. "Nós não queremos guerra. O governo não quer diálogo. Ele [governo] quer guerra."

O presidente do Sindicato da Polícia Civil de Campinas e região, Aparecido de Carvalho, também acusou o governo estadual pelo confronto. "É uma irresponsabilidade sem tamanho um governador, que se diz democrático, sabendo que homens armados vêm reivindicar salários e dignidade, colocar a PM, que é uma co-irmã, armada, correndo todos os riscos. O saldo disso poderiam ser diversas mortes de policiais."

Protesto

Após o confronto com PMs, os policiais civis mantiveram um protesto na região do Morumbi e, a exemplo de manifestação anterior, voltaram a pedir a saída do secretário da Segurança, Ronaldo Marzagão.

Depois do confronto, ocorrido na rua Padre Lebret e que deixou ao menos três feridos, os manifestantes se reuniram na esquina com a rua Ruggero Fasano e gritavam frases como "Fora Marzagão".

Reportagem publicada pela Folha no dia 28 de setembro (a íntegra da reportagem está disponível para assinantes do UOL e do jornal) mostra que a saída do secretário passou a fazer parte das reivindicações dos policiais civis grevistas.

Sem acordo

Em evento no início da tarde no Memorial da América Latina, o governador voltou a reafirmar a posição do governo em relação ao movimento --com greve não há acordo.

"Gostaríamos de um acordo, mas com greve o acordo não é viável. Negociações em greve não são viáveis. O governo fez sua proposta clara, está disposto a mandar para a Assembléia Legislativa dentro das possibilidades existentes", afirmou Serra.

O governador Serra foi procurado pela Folha Online, porém, sua assessoria informou que ele ainda não deve se manifestar sobre o confronto da PM dos policiais. O mesmo ocorreu com o secretário da Segurança Pública, Ronaldo Marzagão.

Comentários dos leitores
Helen Catalano (1) 24/11/2008 08h54
Helen Catalano (1) 24/11/2008 08h54
Como comentar algo tão ridículo quanto à atitude do nosso deputado?
Tudo que posso afirmar é ele e sua corja de ladrões merecem passar por um terço do que nossos policiais passam todos os dias e apenas depois terão qualificação para julgar a atitude extrema que nossos valorosos prestadores foram obrigados a tomar.
Mais uma vez estes seres de abissal coragem mostraram sua força e determinação.
Aos policiais civis deste estado que empenho total apoio de admiração meus parabéns pela intrepidez que lidaram com mais este obstáculo.
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roney gentil (1) 17/11/2008 09h15
roney gentil (1) 17/11/2008 09h15
quem não gosta da Policia?? Bandidos??só?? 1 opinião
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wilson roberto david mota (3) 16/11/2008 22h05
wilson roberto david mota (3) 16/11/2008 22h05
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