Tiro de pistola atinge coronel da PM durante confronto em SP; 30 ficaram feridos
da Folha Online
Um coronel da Polícia Militar da cidade de São Paulo foi baleado na quinta-feira (16) durante o protesto entre policiais civis e militares. Segundo a SSP (Secretaria da Segurança Pública), o coronel Danilo Antão Fernandes, comandante do policiamento da zona sul da cidade, foi atingido pela bala de uma pistola.40 ou.45 --armas de uso restrito das polícias. Ao todo, 30 pessoas ficaram feridas
O confronto entre os policiais ocorreu quando uma manifestação de policiais civis em greve tentou se aproximar do Palácio dos Bandeirantes --sede do governo do Estado-- no bairro do Morumbi (zona oeste).
Durante o protesto foram usadas bombas de efeito moral (gás lacrimogêneo), balas de borracha e a cavalaria para conter os policiais grevistas.
De acordo com a SSP, o tiro que atingiu o coronel acertou a virilha e saiu pelas nádegas. Ele foi encaminhado para atendimento na unidade Morumbi do Hospital Albert Einstein, próxima ao protesto, e teve alta na manhã desta sexta-feira.
No total, o Albert Einstein atendeu 19 pessoas. Nesta sexta-feira, segundo a assessoria de imprensa, três pessoas permaneciam internadas no hospital.
Cinco feridos foram atendidos no hospital Itacolomy e outros seis, no São Luiz. De acordo com os hospitais, todos já foram liberados, com exceção de um paciente que sofreu fratura exposta em um dos dedos da mão direita e foi transferido para ao hospital São Leopoldo.
| Leandro Moraes/Folha Imagem |
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| Policiais militares usam bombas de efeito moral e balas de borracha para dispersar policiais civis grevistas durante manifestação em SP |
Greve
Os policiais civis haviam programado a passeata de ontem para pressionar o governo a retomar as negociações. Com armas e carros da corporação, os manifestantes pretendiam enviar uma comissão ao Palácio dos Bandeirantes para negociar diretamente com o governador.
Depois do confronto com a Polícia Militar, lideranças dos policiais civis em greve afirmaram que a paralisação da categoria no Estado de São Paulo vai continuar. "Mais do que nunca, agora a greve vai continuar", disse ontem o presidente do Sindicato dos Investigadores de São Paulo, João Rebouças.
A ordem recebida pela Polícia Militar era impedir que a passeata --com cerca de 2.000 policiais-- se aproximasse da sede do governo. A marcha dos grevistas era escoltada por dois grupos de elite da própria Polícia Civil --GOE (Grupo de Operações Especiais) e Garra (Grupo Armado de Repressão a Roubos e Assaltos).
Impasse
As negociações entre grevistas e governo entraram em um impasse no dia 9 de outubro, quando um acordo parecia estar próximo. Na ocasião, lideranças dos policiais e representantes do governo se reuniram para buscar um consenso.
Uma proposta feita informalmente pelo governo acenava com reajuste salarial de 6,2%, extinção da 4ª e 5ª classe e a redução de três para dois níveis de salários adicionais. Os grevistas apresentaram uma contraproposta durante a reunião, que não foi aceita pelo governo. Desde então, o diálogo foi rompido.
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Especial




Tudo que posso afirmar é ele e sua corja de ladrões merecem passar por um terço do que nossos policiais passam todos os dias e apenas depois terão qualificação para julgar a atitude extrema que nossos valorosos prestadores foram obrigados a tomar.
Mais uma vez estes seres de abissal coragem mostraram sua força e determinação.
Aos policiais civis deste estado que empenho total apoio de admiração meus parabéns pela intrepidez que lidaram com mais este obstáculo.
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