Governo volta atrás e diz que garota mantida refém permanece em estado grave
CATIA SEABRA
da Folha de S.Paulo
Embora o governador José Serra (PSDB) tenha sido informado pelo secretário da Segurança Pública, Ronaldo Marzagão, da morte da adolescente mantida refém pelo ex-namorado, a assessoria de imprensa do Palácio dos Bandeirantes --sede do governo do Estado-- nega que ela tenha morrido. De acordo com a assessoria do governo, a garota está em estado gravíssimo.
Segundo a assessoria do hospital municipal de Santo André, onde as meninas estão internadas, a ex-namorada de Alves foi baleada na virilha e na cabeça --houve perda de massa encefálica. O estado de saúde da garota é grave. A amiga foi ferida no rosto e não corre risco de morte.
| Joel Silva /Folha Imagem |
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| Policiais militares invadem apartamento onde Lindemberg Fernandes Alves manteve a ex-namorada e uma amiga dela reféns |
A menina era mantida refém por Lindemberg Fernandes Alves desde a última segunda-feira. A Polícia Militar afirma que invadiu o apartamento após ouvir um tiro. Por volta das 18h10, houve uma explosão --aparentemente, uma bomba de efeito moral foi jogada no apartamento. Pouco depois, policiais militares do Gate (Grupo de Ações Táticas Especiais) entraram no apartamento --alguns pela janela. A reportagem da Folha Online ouviu três estampidos, semelhantes a tiros.
A assessoria do hospital municipal de Santo André informou que a ex-namorada de Alves foi atingida por um tiro na cabeça e outro na virilha e a amiga --que também era mantida no imóvel--, na boca. Ainda não há confirmação se os tiros foram disparados pelos policiais ou pelo rapaz.
| Rivaldo Gomes/Folha Imagem |
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| Lindemberg Fernandes Alves sai de apartamento após manter a ex-namorada refém por cem horas em Santo André, Grande SP |
Refém
O rapaz havia invadido o apartamento onde a ex-namorada estudava com três amigos por volta das 13h30 de segunda-feira (13). Dois garotos foram libertados na noite de segunda.
Na quinta (15), houve um retrocesso nas negociações. A amiga da adolescente, que já havia ficado em cárcere privado por 33 horas, voltou ao apartamento porque a polícia aceitou uma exigência do criminoso. Ele havia se comprometido a soltar as duas em seguida, o que não aconteceu.
A estratégia foi criticada. O procedimento quebra as regras para esse tipo de situação, segundo o especialista em segurança pública José Vicente da Silva Filho, coronel da reserva da PM de São Paulo e ex-secretário Nacional de Segurança Pública.
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