Coronel defende ação da PM no caso de Santo André; refém permanece em estado gravíssimo
da Folha Online
O coronel Eduardo Félix, comandante do Batalhão de Choque da PM, defendeu neste sábado a atuação da equipe do Gate (Grupo de Ações Táticas Especiais) no desfecho do mais longo caso de cárcere privado de São Paulo, que terminou ontem com duas adolescentes de 15 anos baleadas. Uma delas foi mantida refém pelo ex-namorado por cem horas e, baleada na cabeça, permanece internada em estado gravíssimo.
| Sidinei Lopes/Folha Imagem |
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| Radiografia mostra trajetória da bala que atingiu a cabeça da adolescente mantida refém pelo ex-namorado em Santo André |
O coronel afirma que os policiais invadiram o imóvel, em Santo André (região metropolitana), após Lindemberg Fernandes Alves, 22, disparar um tiro. Além da ex-namorada, uma amiga da garota estava no imóvel e foi ferida por um tiro no rosto.
"Não houve erro. Todas as decisões foram tomadas em equipe", afirmou o PM. "O que provocou a invasão foi o próprio agressor. O Gate não atirou. Fizemos de tudo para preservar a vida dos três."
A ex-namorada de Alves foi baleada na virilha e na cabeça. Na manhã deste sábado, os médicos informaram que o estado de saúde da garota piorou e que ela corre risco de morte.
| Robson Ventura/Folha Imagem |
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| Coronel Eduardo Félix, comandante do Batalhão de Choque, fala sobre a ação da PM no mais longo caso de cárcere privado de SP |
A amiga foi submetida a uma cirurgia ontem, está consciente e passa bem. O tiro comprometeu as estruturas internas do lábio e do nariz da menina, e os tecidos foram reparados. Ela perdeu um dente.
Refém
A amiga da refém estava no apartamento quando Alves invadiu o local, na tarde de segunda-feira (13). Ela chegou a ficar 33 horas em cárcere privado, foi libertada, mas voltou ao local na quinta, por exigência do rapaz. O fato foi considerado um retrocesso nas negociações e criticado por especialistas.
Neste sábado, o coronel disse colocaria um de seus três filhos em uma negociação, a exemplo da decisão de reintroduzir a adolescente no caso.
Segundo o coronel, a amiga da ex-namorada de Alves "servia de equilíbrio dentro da casa".
"A ex-namorada brigava muito com Lindemberg, que batia na adolescente. A amiga deu um quadro e passou a situação dentro da casa", disse.
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