Pai de Eloá ficará foragido até que processo seja estudado, afirma defesa
da Folha Online
O ex-cabo da Polícia Militar de Alagoas Everaldo Pereira dos Santos, que até recentemente se apresentava como o vigia Aldo José da Silva --pai de Eloá Cristina Pimentel,15, -- ficará foragido até que a defesa tome conhecimento dos processos em que ele figura como suspeito de integrar um grupo denominado de gangue fardada, espécie de esquadrão da morte local.
Segundo Ademar Gomes, advogado de defesa de Everaldo, o ex-cabo da PM não pretende se entregar por ora. A defesa deverá ter cópia dos processos em até 15 dias. Só depois da análise será avaliada a possibilidade de uma medida como o habeas corpus.
| Rivaldo Gomes/Folha Imagem |
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| Everaldo Pereira dos Santos, pai de Eloá, é suspeito de assassinato em Alagoas; na foto, ele é atendido ao ter crise de hipertensão |
Everaldo é suspeito de participar da morte de Ricardo José Lessa Santos, irmão do ex-governador de Alagoas, Ronaldo Lessa. O crime ocorreu em 1991, e o suspeito é procurado desde 1993, segundo registros do Tribunal de Justiça de Alagoas.
A filha dele, Eloá, foi mantida refém pelo ex-namorado por cem horas, foi baleada na cabeça e morreu.
O ex-cabo da PM de Alagoas acompanhava o cárcere privado da filha de um prédio vizinho. Em uma das oportunidades em que Eloá apareceu na janela, ele teve uma crise de hipertensão --segundo médicos que o atenderam-- e teve de ser removido do local por médicos. Neste momento ele teve sua imagem divulgada por órgãos de imprensa que estavam no local e acabou sendo reconhecido.
Antes mesmo de ter a crise de hipertensão, na quinta-feira (16), ele já havia procurado o advogado. A visita foi feita na terça-feira (14), um dia após Eloá ter sido seqüestrada.
Gomes afirma que familiares de Everaldo o procuraram por telefone. Inicialmente o advogado afirma que pensou se tratar do caso em si, o seqüestro da adolescente. "A família dele [Everaldo] entrou em contato com o escritório querendo falar comigo. Eu não poderia atendê-lo pois não sou psicólogo nem negociador", disse o advogado.
Só depois que familiares disseram se tratar de um assunto particular e que não tinha relação com o seqüestro que uma consulta foi marcada no mesmo dia. Everaldo relatou os problemas que ocorreram em Alagoas e afirmava estar temeroso pela sua integridade física.
"Ele [Everaldo] alega que é um arquivo vivo, ambulante. Sabe de muita coisa do que aconteceu na ocasião e da armadilha para envolver ele no caso", afirma Gomes.
Informações do processo em trâmite na 9ª Vara Criminal de Maceió dão conta que o ex-cabo da PM integrava o grupo de extermínio com outros policiais do Estado. Eles eram comandados pelo ex-coronel da Polícia Militar Manoel Cavalcante. Ricardo, irmão do ex-governador, era delegado à época em que foi morto e investigava homicídios creditados à gangue fardada.
| Arquivo pessoal |
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| Eloá Cristina Pimentel, filha de Everaldo, ex-cabo da PM de Alagoas suspeito de ter participado de assassinato e outros crimes |
A versão dada por Everaldo é outra. Segundo seu advogado, ele se diz um "arquivo vivo" e pois sabia da trama arquitetada para matar Ricardo e, devido a isso, fugiu. Gomes alega que seu cliente poderia ter morrido caso permanecesse no Estado de Alagoas.
Fuga
Depois de ter sido medicado e ser flagrado por órgãos de imprensa --e, conseqüentemente identificado pelas autoridades de Alagoas-- Everaldo não apareceu mais fora do apartamento onde estava.
A defesa do ex-cabo afirma que Everaldo sugeriu se entregar. "Ele [Everaldo] queria se entregar, ficar em liberdade até o desfecho do caso da filha. Eu disse que isso seria impossível e que ele poderia ser preso a qualquer momento", afirmou Gomes.
O advogado disse que Everaldo ficou sabendo que fora sido reconhecido por meio de "informantes", não revelados pela defesa dele.
Parentes disseram que o pai de Eloá não compareceu ao enterro pois teve uma nova crise de hipertensão, fato que é desmentido pelo próprio defensor dele.
"Um dia antes, na segunda-feira [20], entramos novamente em contato [com os tais informantes] e vimos pelos jornais de Alagoas a notícia que ele [Everaldo] estava em São Paulo. Então eu disse a ele que a prisão poderia ocorrer a qualquer momento", disse.
Gomes confirmou que foi idéia dele procurar órgãos de imprensa para que Everaldo desse sua versão. Ele disse que após as entrevistas concedidas ontem, o ex-cabo da PM não falaria mais com a imprensa. "Eu tomei essa deliberação para que ele contasse a versão dele", disse.
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Tb não sei os motivos que leveram o pai de Eloa a mudar de nome, de cidade... esquecendo apenas de mudar de rosto !
As noticias sobre esse caso está bem feita. Meus parabens !
Agora... é claro que o pai de Eloa está em perigo...
Cá entre nós... se eu fosse ele nem advogado colocaria no caso... Ninguém... nem mesmo os melhores do Brasil conseguiriam proteger a vida dele... nem os irmãos saberiam meu paradeiro...
No meu ver... ele só tem duas opções... Ou se entregar e sujeitar-se a torturas até a morte ou então... fazer uma reforma no rosto e, como de costume, usar um nome falso em outro estado qualquer ! Quem sabe isso ele já fez hein !!!
Ele pode ter se a rependido de tudo, mas um dia vai pagar... Se bem que acredito que ele já pagou com a morte de sua filha de apenas 15 anos !
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