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Cotidiano
22/10/2008 - 23h07

Responsável pelo inquérito sobre atuação da polícia no caso Eloá nega falha em ação policial

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Colaboração para a Folha Online

O coronel Eliseu Leite de Moraes, responsável pelo inquérito policial que vai apurar a atuação da PM no caso que culminou com a morte da adolescente Eloá Cristina Pimentel, 15, na última sexta-feira (17), disse que a investigação será isenta. Apesar disso, ele afirmou que, por enquanto, não viu nenhuma falha no procedimento da polícia.

Segundo o coronel, os policiais avaliaram que havia "risco insuportável" e analisaram a mudança de comportamento de Lindemberg antes de agir. Com isso, ele disse que não é um "fator determinante" na investigação o fato de Lindemberg Alves, 22, ter ou não atirado antes da invasão do imóvel pela PM.

17.out.2008/Folha Imagem
Lindemberg Fernandes Alves, 22, é preso após PM invadir apartamento; ele manteve a ex-namorada refém por cem horas
Lindemberg Fernandes Alves, 22, é preso após PM invadir apartamento; ele manteve a ex-namorada refém por cem horas

No desfecho do caso, Eloá foi baleada na cabeça e na virilha pelo ex-namorado, depois de passar mais de cem horas em cárcere privado no apartamento em que ela residia. A adolescente morreu um dia depois.

Sua amiga, Nayara Rodrigues, 15, levou um tiro que atingiu sua mão direita e sua boca. Ela passou por cirurgia e recebeu alta do hospital nesta quarta-feira.

O ex-namorado da adolescente invadiu o apartamento no dia 13 e, além de Eloá, manteve reféns Nayara e dois outros colegas de escola que estavam no local. Os dois rapazes foram libertados no mesmo dia. Nayara saiu no dia seguinte, mas retornou ao cativeiro dois dias depois, enquanto falava com Lindemberg por telefone. Ela havia sido chamada ao local pela polícia, que nega ter autorizado a adolescente a entrar no apartamento.

Segundo o coronel, inicialmente, o inquérito sobre a ação policial tem prazo de 30 dias para ser finalizado, podendo ser prorrogado. Segundo ele, os PMs que participaram na ação não estão afastados. Caso a investigação identifique qualquer irregularidade, as punições poderão ir de administrativas a criminais, de acordo com o coronel.

Comentários dos leitores
Marcelo Simas (1) 28/11/2008 10h25
Marcelo Simas (1) 28/11/2008 10h25
Acho q essa reconstituição podería ser feita sem a presença da menina Nayara, pois ela já sofreu o bastqante vendo a Amiga Eloá ser assassinada de forma cruel e covarde. Por favor a Polícia devería respeitar a dor dessa menina. 6 opiniões
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Estas simulações só servem para satisfazer a vontade de aparecer na TV das autoridades nelas envolvidas. Ridículo tanto gasto público com simualação do que deu mídia. Por que não simulam a ação dos batedores de carteira dentro dos ônibus também? 10 opiniões
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fabio rosa (1) 14/11/2008 10h03
fabio rosa (1) 14/11/2008 10h03
Não sei os motivos que leveram ao Lindenberg tomar aquela decisão tragica em Santo Andre...
Tb não sei os motivos que leveram o pai de Eloa a mudar de nome, de cidade... esquecendo apenas de mudar de rosto !
As noticias sobre esse caso está bem feita. Meus parabens !
Agora... é claro que o pai de Eloa está em perigo...
Cá entre nós... se eu fosse ele nem advogado colocaria no caso... Ninguém... nem mesmo os melhores do Brasil conseguiriam proteger a vida dele... nem os irmãos saberiam meu paradeiro...
No meu ver... ele só tem duas opções... Ou se entregar e sujeitar-se a torturas até a morte ou então... fazer uma reforma no rosto e, como de costume, usar um nome falso em outro estado qualquer ! Quem sabe isso ele já fez hein !!!
Ele pode ter se a rependido de tudo, mas um dia vai pagar... Se bem que acredito que ele já pagou com a morte de sua filha de apenas 15 anos !
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