Publicidade

Cotidiano
30/10/2008 - 19h37

Governo gasta R$ 37 mi por ano com despesas relacionadas ao fumo passivo, diz estudo

Publicidade

Colaboração para a Folha Online

O impacto dos problemas ocasionados pelo fumo passivo provoca gastos ao governo federal de aproximadamente R$ 37 milhões por ano, de acordo com estudo publicado nesta quinta-feira pelo Inca (Instituto Nacional do Câncer).

O cálculo foi feito nas despesas do SUS (Sistema Único de Saúde) com o tratamento de doenças provocadas pelo tabagismo --da ordem de R$ 19,5 milhões anuais-- somadas aos R$ 18 milhões de pagamento de pensões ou benefícios pelo INSS (Instituto Nacional de Previdência Social).

O estudo levantou os custos das três principais doenças relacionadas ao tabagismo passivo: doenças isquêmicas do coração (como infarto do miocárdio), acidentes vasculares cerebrais e câncer de pulmão.

Foi estuda população que reside nos centros urbanos, de 35 anos de idade ou mais, formada por fumantes passivos expostos involuntariamente à fumaça do cigarro em suas residências.

O aperfeiçoamento e o aumento da fiscalização relacionadas às leis antifumo são apontados como o único meio de reduzir o número de fumantes e mortes relacionadas ao tabagismo, segundo o psiquiatra Marco Antonio Bessa, diretor da Abead (Associação Brasileira de Estudos do Álcool e Outras Drogas).

"Precisamos aperfeiçoar as leis atuais antitabagismo, trabalhar educando as crianças e adolescentes. Até porque, eles funcionam como incentivadores contra o cigarro e ajudaríamos a evitar também que se tornem os fumantes de amanhã", afirmou.

De acordo com o médico, as medidas anticigarro evoluíram ao longo dos anos. "Antes as pessoas fumavam em ônibus, cinema, avião, já houve avanço. De 20 anos pra cá houve uma melhora".

 

FolhaShop

Digite produto
ou marca