Justiça de AL fixa prazo para defesa do pai de Eloá se pronunciar sobre júri popular
SÍLVIA FREIRE
da Agência Folha
A Justiça de Alagoas fixou um prazo de 15 dias para que a defesa do ex-cabo da Polícia Militar Everaldo Pereira dos Santos, pai da jovem Eloá Pimentel, se manifeste sobre a decisão de pronúncia (levar o caso a júri popular) no caso do assassinato de Ricardo Lessa, em 1991. A intimação foi publicada na edição desta quinta-feira do "Diário Oficial" do Estado.
Everaldo é acusado de participar do esquema que matou o delegado, irmão do ex-governador de Alagoas Ronaldo Lessa (1999-2006). O motorista Antenor Carlota, que trabalhava com o delegado, também foi morto na ação.
Everaldo foi pronunciado em 1995, mas não chegou a ser notificado porque estava foragido desde 1993. A defesa de Everaldo pode recorrer ao Tribunal de Justiça de Alagoas contra a decisão.
Segundo o juiz Geraldo Amorim, da 9ª Vara Criminal de Maceió, se nos próximos 15 dias não ocorrer uma manifestação dele, o julgamento entra na pauta do Tribunal do Júri.
De acordo com o juiz, a partir de agosto deste ano, com a entrada em vigor da lei 11.689, o julgamento pode ocorrer sem a presença do réu. Caso nenhum advogado assuma o processo, o juiz indica um defensor público para representá-lo.
O ex-cabo estava morando com a família em Santo André (SP), utilizando o nome falso de Aldo José da Silva. Ele foi reconhecido pela polícia alagoana por meio de imagens de TV veiculadas durante o seqüestro da filha. Eloá acabou morta pelo ex-namorado após quatro dias de cárcere privado.
O cabo Everaldo responde a outros dois processos por assassinato em Alagoas e a um processo por deserção da Polícia Militar. A Folha não conseguiu falar ontem com o advogado Ademar Gomes, que representa a família. Em contato feito na semana passada, o advogado disse que Everaldo afirmou ser inocente de todas as acusações.
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