Ex-PM é condenado a 54 anos de prisão por envolvimento em chacina em Praia Grande (SP)
WELLINGTON AIROLDI CARBONE
Colaboração para a Folha Online
Depois de 16 horas de julgamento no fórum de Praia Grande (litoral de São Paulo), o ex-policial militar Ricardo Leão foi condenado a 54 anos de prisão em regime fechado por participação no assassinato de cinco jovens, que aconteceu em 2001 no bairro Balneário Esmeralda, na periferia da cidade. A decisão foi tomada depois de sete anos do crime.
As vítimas foram baleadas na cabeça, em um bar. Foram mortos os estudantes Alexandre Guilherme da Silva, 15, Luiz Henrique Pereira, 16, William Lima Santos, 18, Luiz Fernando Gonçalves, 20, e o açougueiro Antônio de Almeida Caldas, 44.
Durante as investigações, a polícia apreendeu um telefone celular de Leão, que havia sido encontrado na cena no crime. Um sobrevivente da chacina disse à polícia que reconheceu o ex-PM. Conforme relato, no momento do crime, Leão estava junto a outras três pessoas encapuzadas, que invadiram o estabelecimento.
O crime aconteceu às 21h30 de 18 de setembro de 2001. Os quatro chegaram em um Fiat Uno verde e mandaram as pessoas deitar no chão. Os outros três criminosos não foram identificados pela polícia.
O ex-PM será preso no presídio Romão Gomes, em São Paulo, onde estava detido desde 2002. O advogado de Leão, Marcos Ribeiro de Freitas, informou que ainda cabe recurso à decisão. Nenhuma das vítimas tinha antecedentes criminais, informou a SSP (Secretaria de Segurança Pública).
