Oposição considera derrota de Serra nova proposta para policiais civis de SP
MARINA NOVAES
da Folha Online
Um dia após o governador José Serra (PSDB) apresentar mais uma proposta para os policiais civis do Estado de São Paulo --em greve há mais de 50 dias-- a bancada governista da Alesp (Assembléia Legislativa do Estado de São Paulo) recuou e não participou do congresso das comissões de Constituição e Justiça, de Finanças e Orçamento e de Segurança Pública, que estava marcado para as 10h desta quinta-feira.
| 27.10.2008/Robson Ventura/Folha Imagem |
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| Policiais em greve levam caixão que simboliza morte política do governador José Serra (PSDB), em passeata no centro de SP |
O pacote de propostas apresentado pelo governo deveria ser analisado novamente pelos deputados das comissões hoje, porém, não houve o quórum mínimo necessário para realizar a sessão. O líder da bancada petista da Casa, deputado Roberto Felício (PT), criticou a ausência dos deputados da base aliada e afirmou que a nova proposta é "insuficiente".
Já o deputado Barros Munhoz (PSDB), líder do governo na Assembléia e um dos principais responsáveis pela nova proposta, afirmou que a oferta foi recebida de forma positiva pelos sindicalistas, e que a ausência de hoje foi uma forma de deixar "sedimentar" a proposta entre os policiais civis.
"Achamos melhor, dado ao esforço das últimas semanas, deixar os ânimos acalmarem e deixar a proposta sedimentar. Acredito que eles [os policiais civis] vão aceitar a proposta, porque realmente representa uma melhora significativa, imediata", afirmou Munhoz, que disse ter recebido manifestações positivas de representes do setor diante a oferta do governo.
Já o líder do PT não demonstra o mesmo otimismo do colega tucano em relação à aceitação do projeto. Com o cancelamento do congresso de comissões hoje, deputados petistas aproveitaram para conversar com os representantes dos policiais civis que foram à Alesp acompanhar a análise das propostas. Segundo o deputado, alguns representantes do segmento consideram a oferta inexpressiva e a greve deve continuar.
"[A proposta] É uma merreca antecipada. A proposta não foi alterada em nada, o conteúdo não mudou, só se antecipou o prazo", disse. Para Felício, a proposta é insuficiente e representa uma derrota do governado estadual, "que desde o início tem conduzido muito mal as negociações", afirmou.
| 23.10.2008/Diego Padgurschi/Folha Imagem |
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| Policias civis vaiam deputados da Alesp em outubro; categoria está em paralisada há mais de 50 dias por reajustes salariais |
De acordo com Munhoz, a análise do pacote de propostas e as votações só devem ser retomadas pelas comissões na próxima semana. O líder do governo negou que o adiamento das análises atrase o fim da greve pois, segundo ele, os policiais civis já estão cientes da proposta e "sabem que ela será aprovada pela Assembléia".
A Folha Online entrou em contato com os policiais civis que coordenam a greve, mas ainda não obteve retorno.
Proposta
Os textos complementares apresentados pelo governo nesta quarta-feira (5) prevêem que o reajuste de 6,5% --já proposto pelo Executivo-- seja aplicado de forma retroativa aos salários de novembro, dos policiais da ativa e dos aposentados. Originalmente, o reajuste seria pago em janeiro de 2009 e a outra parcela, também de 6,5%, em janeiro de 2010.
A proposta prevê ainda um aumento de R$ 230 milhões ao Estado, elevando para mais de R$ 1 bilhão pagos entre 2008 e 2009.
Os policiais civis, no entanto, querem aumento salarial de 15% neste ano, 12% no ano que vem e 12% em 2010, entre outras exigências.
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Tudo que posso afirmar é ele e sua corja de ladrões merecem passar por um terço do que nossos policiais passam todos os dias e apenas depois terão qualificação para julgar a atitude extrema que nossos valorosos prestadores foram obrigados a tomar.
Mais uma vez estes seres de abissal coragem mostraram sua força e determinação.
Aos policiais civis deste estado que empenho total apoio de admiração meus parabéns pela intrepidez que lidaram com mais este obstáculo.
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