Polícia transfere 128 presos de carceragem da Polinter superlotada no Rio
Colaboração para a Folha Online, no Rio
A Polícia Civil transferiu nesta sexta-feira 128 dos 400 presos na carceragem da Polinter, na zona portuária da cidade. O presídio estava com o número de presos mais de três vezes superior à sua capacidade máxima, de acordo com o delegado da Polinter, Marcus Neves.
Os presos foram transferidos para os presídios Ary Franco, em Água Santa (zona norte), e de Bangu (zona oeste) em um ônibus escoltado por carros da Polícia Civil. Nas próximas duas semanas, outros 150 presos também devem deixar a Polinter para outros presídios do Estado, de acordo com a Polícia Civil.
Com a constatação de superlotação, o delegado fez uma vistoria na carceragem para chegar o estado das celas. Ele admitiu que a Lei de Execuções Penais, na qual há a garantia de respeito aos direitos humanos dos presos, não é respeitada na unidade.
"Havia uma desproporção muito grande lá, uma superlotação. Queremos que a Polinter tenha no máximo 150 presos, porque assim vamos poder dar melhores condições de vida para os presos, o que está previsto em legislação".
O critério para eleger os presos retirados da Polinter foi a periculosidade de cada um, segundo ele. Os transferidos são considerados os mais perigosos e em posições de hierarquia em seus grupos criminosos. Com a transferência, a Polícia Civil diz acreditar que eles ficarão isolados de seus grupos.


