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Cotidiano
11/11/2008 - 12h33

Polícia descarta relação entre casos de meninas mortas no PR

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Colaboração para a Folha Online

A Polícia Civil descartou nesta terça-feira qualquer relação entre o assassinato de Rachel Maria Lobo Oliveira Genofre, 9, encontrada morta na rodoviária de Curitiba na quarta-feira (5), e de Alessandra Subtil Betim, 8, localizada em um matagal no bairro de Cantagalo, em Castro (PR), na segunda-feira (10). As duas meninas foram vítimas de violência sexual e de estrangulamento.

De acordo com a Secretaria de Segurança do Paraná, uma equipe do Sicride (Serviço de Investigação de Crianças Desaparecidas) foi enviada a Castro para investigar uma possível relação entre as mortes, mas determinou que o modo de agir dos assassinos é bastante diferente. A polícia ainda informou que as descrições das testemunhas dos dois crimes apontam características diferentes.

O principal suspeito pela morte de Rachel, o desenhista Jorge Luiz Pedroso, 52, está preso desde domingo e, segundo a polícia, já foi identificado por testemunhas como sendo o comprador de uma mala de cor preta semelhante a usada para abandonar o corpo de Rachel debaixo de uma escada da rodoviária de Curitiba.

Um exame de DNA foi realizado para comparar ao material orgânico extraído do corpo da estudante e verificar se o desenhista é mesmo o assassino. Rachel apresentava sinais de estrangulamento e violência sexual. O resultado do exame deve ficar pronto em uma semana.

A Secretaria de Segurança informou que a polícia de Castro (PR) já identificou um possível suspeito pela morte de Alessandra, mas até as 12h nenhuma prisão tinha sido confirmada.

Outro caso

Na segunda-feira (10) a polícia prendeu o suspeito de matar uma menina de três anos na cidade de Querência do Norte (PR). De acordo a polícia, Manoel Aparecido Tenório Miranda, 20, confessou ter cometido o crime porque a mãe da criança não quis reatar um relacionamento com ele.

Ainda de acordo com a polícia, a garota, Pámela Diele Pedra dos Santos, foi vista pela mãe pela última vez por volta 21h de domingo, quando foi colocada no berço. Pela manhã, a mulher encontrou a janela aberta e percebeu que a menina havia sumido. O corpo da criança foi encontrado a cerca de 500 metros da casa, com ferimentos no peito e sinais de violência sexual.

O suspeito foi encontrado na residência dele ainda com resíduos de sangue. Ele foi autuado em flagrante por homicídio e, caso os exames confirmem que houve violência sexual, pode responder também por estupro. A polícia não informou se ele já constituiu advogado de defesa.

 

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